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Trânsito Dia D – resposta II

Caro Moacir, professor. A Guarda Municipal de Tubarão está sempre aberta para receber sugestões que visem o aprimoramento de seu trabalho. O motivo de eu ter respondido a sua argumentação, em nome da minha instituição, só se deu pelo fato de sua opinião ter sido publicada em jornal de grande circulação em nossa região. Somente isso, não seria motivo para responder. Mas, por se tratar de uma visão pessoal que contribui para a formação de opinião pública equivocada em relação à Guarda Municipal, não poderíamos deixar de manifestar, também publicamente, nosso direito de defesa. Não se trata de ser ou não ser humilde na aceitação de sua posição, mas sim em não concordar com seus argumentos equivocados e infundados em relação aos fatos ocorridos.

Relatar publicamente que a Guarda Municipal é responsável pelo mal andamento do trânsito no Dia D, por não ter assumido os semáforos, sem levar em consideração a decisão dos profissionais da instituição que já haviam decidido que o melhor naquele momento era não interferir em nome do que era melhor para a coletividade – é induzir a população ao erro, é receitar remédios desnecessários, que, ao invés de curar, potencializam os males. Analisar a distância, sob a ótica de uma visão pessoal, e tirar conclusões precipitadas dos fatos sem observar as motivações alheias – é demonstração nítida de egocentrismo.

Espalhar aos quatro ventos que a guarda municipal não teve iniciativa, deixando de analisar todos os aspectos que culminam aos transtornos – é escolher aleatoriamente um culpado pelos fatos e condenar sem direito de defesa. Ademais, Moacir, você continua com a mesma argumentação do texto anterior. Relatou que o trânsito estava congestionado em todos os sentidos, então, obviamente, não existia espaço vazio nas vias congestionadas para o trânsito fluir, visto que dois corpos não ocupam o mesmo espaço. Sendo assim, a solução proposta pelo senhor era impossível.

Enfim, todos nós podemos contribuir para um trânsito melhor em nossa cidade. Os professores, por exemplo, poderiam incentivar os seus alunos que moram na região Central e nos bairros próximos, a fazerem suas eventuais compras no Centro, a pé. Principalmente em datas que fica fácil presumir os transtornos, como é o caso do Natal, Dia das Mães, Páscoa, Dia D, entre tantos outros. Além de contribuir para um trânsito menos congestionado e um ar mais puro, a caminhada é comprovadamente um hábito saudável, recomendada pelos profissionais de visão da área da saúde física.

Também o incentivo dos educadores para o uso do transporte coletivo, pode criar uma cultura em médio prazo, diminuindo os congestionamentos em nossa cidade. Mesmo encontrando alternativas contemporâneas, senhor Moacir, nunca podemos esquecer os erros do passado que nos levam aos sofrimentos atuais, seja no trânsito ou qualquer outra seara da vida, sob o risco de repetir os mesmos erros novamente. Já pensou se a população mundial sofresse uma amnésia coletiva? Voltaríamos a construir estradas estreitas, repetiríamos guerras desnecessárias e jamais precisaríamos sentar numa cadeira de universidade para aprender história.

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