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TSE restringe campanha de Renan Santos nas redes e suspende participação em debates

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A campanha presidencial de Renan Santos, do Missão, sofreu novas restrições determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão afeta parte da propaganda que chega aos eleitores pelas redes sociais e também impede, neste momento, a participação do candidato em debates.

A determinação foi tomada pelo ministro Dias Toffoli neste domingo (30) e divulgada nesta segunda-feira (31). O magistrado é relator do pedido de registro da candidatura.

Além das limitações à campanha de Renan Santos no ambiente digital, Toffoli suspendeu repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. A medida também vale para o candidato a vice-presidente Aroldo Medina.

Quais redes Renan Santos ainda pode usar?

A decisão não impede toda a campanha digital do candidato.

Renan pode continuar utilizando um site e o perfil no X que foram informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo.

Segundo o TSE, outras 16 contas foram comunicadas fora do período previsto e não podem continuar sendo utilizadas para propaganda eleitoral.

O candidato também não poderá criar novos perfis para contornar a determinação nem realizar propaganda em contas de terceiros.

O descumprimento da ordem envolvendo propaganda digital pode resultar em multa de R$ 50 mil por veiculação após o recebimento da decisão.

Por que o TSE restringiu a campanha?

A legislação eleitoral exige que os candidatos informem as contas nas redes sociais utilizadas para propaganda eleitoral.

No pedido de registro, apresentado no dia 7 de agosto, Renan informou um perfil no X e um site.

Posteriormente, Renan e Aroldo Medina apresentaram 18 contas em documentos enviados à Corte no dia 19. O prazo para prestar essas informações havia terminado em 15 de agosto.

Toffoli classificou o atraso como uma “omissão estratégica”.

“As redes não informadas beneficiam-se de algoritmos opacos e se furtam ao controle social e legal”,

afirmou o ministro na decisão.

O julgamento do registro da chapa já havia sido adiado pelo relator diante de possíveis irregularidades relacionadas ao cumprimento das regras eleitorais.

TSE restringe campanha de Renan Santos nas redes
FOTO Pedro França Agência Senado Divulgação Notisul

Decisão também afeta debates e Fundo Eleitoral

As consequências da decisão ultrapassam as redes sociais.

Toffoli determinou a suspensão imediata dos repasses do Fundo Eleitoral para a chapa. Gastos com eventuais recursos já repassados também ficam suspensos.

Renan Santos e Aroldo Medina ficam ainda impedidos de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação enquanto a medida estiver em vigor.

Caso participem de debates após a decisão, foi estabelecida multa de R$ 50 mil por ato.

A chapa também recebeu prazo de 24 horas para informar quando cada perfil foi criado e quando começou a ser utilizado para propaganda eleitoral.

Plataformas terão que fornecer informações

A decisão determina ainda providências às plataformas que veicularam a propaganda considerada irregular.

Entre as medidas estão a preservação dos conteúdos publicados desde 7 de agosto e dos registros de acesso relacionados aos perfis.

As empresas também deverão fornecer dados sobre postagens, impulsionamentos, recomendações, anúncios, alcance e valores.

Os perfis abrangidos pela decisão deverão ser suspensos e retirados dos sistemas de recomendação.

Até o momento informado no material, Renan Santos ainda não havia se manifestado publicamente sobre a decisão. O candidato convocou uma entrevista coletiva para esta segunda-feira, em São Paulo.

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