Eduardo Zabot
Tubarão
A definição pela adesão à greve dos Correios ocorreu ontem, após uma assembleia com todos os funcionários, porém dos 26 funcionários, somente 13 estão parados. Segundo um carteiro, que preferiu não se identificar, o pedido é de um salário melhor para os funcionários, além de melhores condições de trabalho. “As bicicletas, as motos estão todas em péssimas condições, isso é um risco para nós que estamos todos os dias nas ruas”, reclama o profissional.
A classe pede 47,8% de aumento, sendo 7,13% referente à inflação, 15% de aumento real no salário e 20% de reposição das perdas, o que significa R$ 200,00 a mais no salário. “Hoje, nós recebemos R$ 1,004,00 e o aumento que queremos não representa nada para empresa, se aceitarem vai chegar a R$ 1,2 mil”, calcula o carteiro grevista.
De acordo com os funcionários da estatal, as encomendas Pacs, Sedex e cartas registradas vão ser priorizadas em Tubarão. Pelo menos nove estados aderiram à greve. A paralisação atinge Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. Um sindicato da Baixada Santista, em São Paulo, também aderiu.
Em nota, a diretoria regional de Santa Catarina afirma que 93,39% do efetivo dos Correios, 116.244 empregados trabalham normalmente, apesar de 28 sindicatos terem deflagrado paralisação por tempo indeterminado.
Bancários de Imbituba, Imaruí e Laguna entram em greve amanhã
A decisão ao movimento é de 100% dos bancários que trabalham nas agências de Imbituba, Imaruí e Laguna. A paralisação ocorre a partir de amanhã, o funcionamento pode ser normal caso, ainda hoje, haja alguma proposta convincente dos banqueiros. Na Cidade Azul, de acordo com o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Tubarão e Região (SEEBTR), Armando Machado Filho, na próxima segunda-feira haverá uma assembleia às 18h30min na sede do sindicato, para definir sobre a paralisação na cidade e cidades próximas. Os bancários reivindicam 11,93% de reajuste salarial (5% de aumento real), piso salarial para a categoria bancária referente ao valor calculado pelo Dieese (acima de R$ 2 mil) e o fim das demissões no setor, além de melhores condições de trabalho. No início da campanha salarial, os bancos ofereceram reajuste de 6,1%, que apenas cobre o valor da inflação do período reivindicado.
O julgamento
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, nesta terça-feira, a distribuição do dissídio dos Correios para julgamento, em data a ser definida, apesar de todo esforço da estatal para fechar um acordo com as entidades sindicais. A proposta dos Correios, que já foi aceita por cinco sindicatos, compreende reajuste de 8% nos salários (reposição da inflação do período, de 6,27%, com ganho real de mais de 1,7%); reajuste de 6,27% nos benefícios; vale-extra no valor de R$ 650,65, a ser creditado em dezembro e vale-cultura dentro das regras de adesão ao Programa implementado pelo Governo Federal.
