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Tubaronense coleciona títulos

Robson começou no esporte de brincadeira. Hoje coleciona títulos nacionais.
Robson começou no esporte de brincadeira. Hoje coleciona títulos nacionais.

Cleber Latrônico
Tubarão

Quando o tubaronense Robson de Oliveira, bombeiro militar aposentado, ganhou um bumerangue de presente de um amigo, aos 25 anos, ele não fazia ideia do que o futuro lhe reservava. Hoje, aos 53 anos, o bumeranguista coleciona três títulos nacionais no esporte.
Na época, por não saber arremessar, o presente ficou no armário por anos. Até que conheceu o atual bicampeão brasileiro de bumerangue, Sandro Carlos Freitas, de Criciúma. Com ele Robson aprendeu as técnicas e regras e, em 2007 começou a participar de campeonatos.

Hoje, nas competições nacionais realizadas pela Associação Brasileira de Bumerangues, eles disputam os títulos com aproximadamente 30 competidores do Brasil e dos EUA. Robson treina no campo externo do complexo do Domingos Gonzalez ou a praia do Mar Grosso, em Laguna. Os bumerangues ele compra pronto e faz as adaptações necessárias.
“Tenho uns 100 bumerangues para campeonatos e mais uns 200 que uso para brincar. É um esporte muito saudável. Ministro palestras e aulas práticas em escolas públicas e particulares da região, e também para o curso de educação física da Unisul”, orgulha-se Robson.

A grande vontade do atleta é tornar o esporte mais conhecido na região. “As pessoas ficam fascinadas pelos modelos e pelos diversos tipos de voos”, valoriza Robson.
A partir do próximo mês, o bumeranguista tubaronense intensifica os treinos para a próxima competição, em novembro, em Itu (SP).

De um instrumento de caça para o esporte
O bumerangue não é um instrumento novo. Arqueólogos encontraram exemplares de cerca de 4 mil anos no Egito. Também há pinturas rupestres de 9 mil anos na África que remetem ao instrumento. Na Polônia foi encontrado um exemplar feito de chifre de mamute, com mais de 23 mil anos.
No Egito, desenhos nas paredes da tumba do faraó Tutankamon e em papiros revelam que o bumerangue era usado apenas pelos nobres, pois lhe foi atribuída uma aura mística, mágica. Nas Américas – inclusive na região Amazônica – também há ocorrência do uso do instrumento.

Mas foi na Austrália que o bumerangue foi usado por mais tempo e desenvolvido ao longo dos anos como objeto útil para a caça. E foi também do país da Oceania que o bumerangue ganhou status esportivo.
Hoje, o Brasil está inserido no rol dos países que mais se desenvolvem no esporte, especialmente devido ao grande número de atletas de projeção internacional.

Formato e modalidades
Os bumerangues variam de formato e de número de asa. Também são inúmeras modalidades e cada uma requer um equipamento específico. Nas modalidades fast-catch, endurance, trick-catch simples, trick-catch double, geralmente são usados os de três asas. Na categoria precisão pode ser o de três ou de duas asas.
Já na categoria longa distância o comum usar o de duas asas regulados com pesos, enquanto no MTA simples e MTA 100, há equipamentos específicos, cuja característica é flutuar por mais tempo. Existe ainda a modalidade indoor, onde o bumerangue, feito com materiais mais leves, é arremessado em um local fechado.

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