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O levantamento, conduzido pela consultoria IA Pesquisas, avaliou a movimentação turística durante as festas de fim de ano e as expectativas do setor para os próximos meses.
Predomínio do turista nacional
Entre os empresários entrevistados, 77,6% afirmaram ter percebido aumento na presença de turistas brasileiros nos estabelecimentos nas últimas semanas de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já o crescimento no número de turistas argentinos foi citado por 26% dos entrevistados.
O dado representa uma mudança em relação à temporada passada, quando 45% dos empresários relataram aumento no fluxo de visitantes vindos da Argentina.
Segundo a presidente da Abrasel SC, Juliana Débastiani, a chegada mais tardia dos argentinos acende um sinal de atenção para o setor.
“A grande surpresa, infelizmente negativa, é a chegada mais tardia dos turistas argentinos, que tradicionalmente têm forte impacto na temporada de verão em Santa Catarina. Ainda assim, seguimos confiantes de que esse fluxo se intensifique nas próximas semanas”, afirma.
Avaliação do período e expectativas para o verão
Apesar do cenário de cautela, a avaliação das festas de Natal e Réveillon foi positiva para boa parte dos empresários. 51,5% classificaram o movimento como melhor ou muito melhor em relação ao mesmo período do ano passado. Para 26%, o desempenho foi considerado estável, enquanto 22,43% relataram queda.
O otimismo segue para o restante da temporada: 68,5% dos entrevistados projetam um movimento igual ou superior ao atual ao longo do verão. A expectativa leva em conta o desempenho da temporada 2024/2025, considerada histórica em presença de turistas no estado.
Ainda assim, a presidente da entidade ressalta que quase metade dos empresários mantém cautela.
“Mais de 93% dos estabelecimentos registraram presença de turistas durante as festas, porém chama a atenção o fato de que 48,5% relataram um movimento igual ou inferior ao da temporada passada, o que acende um sinal de alerta para os próximos meses”, destaca Juliana Débastiani.
Preços contidos e desafios com mão de obra
A pesquisa também revela que houve pouco espaço para reajustes de preços. Segundo o levantamento, 55,8% dos empresários não reajustaram os valores ou aplicaram aumentos de até 5%, enquanto 21,8% repassaram reajustes de até 10%.
Por outro lado, a mão de obra segue como o principal desafio do setor de alimentação fora do lar. Dificuldades de contratação e aumento dos custos fixos concentram mais de 65% das queixas dos empresários.
De acordo com os dados, 32% dos estabelecimentos não conseguiram completar suas equipes para a temporada de verão. Entre aqueles que conseguiram contratar, um terço relatou dificuldades significativas, principalmente pela falta de candidatos, desinteresse pelas vagas e ausência de qualificação profissional.