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Uma arquibancada lá no céu

Aos poucos, um seleto grupo de campeões mundiais, que não quer perder um lance sequer desta Copa do Mundo no Brasil, reúne-se em um cantinho qualquer do imenso paraíso celestial. Isso, no céu mesmo, acredite!
 
E a turma, para lá de animada, pede, então, permissão ao Pedrão para montar ali uma confortável arquibancada, no que tem dele o imediato Ok. É que o homem sabia, e muito bem, tratar-se de um pedido de brasileiros, gente que não passa sem futebol seja onde for, inclusive lá, bem além das nuvens.
 
Permissão obtida, os mais recentes visitantes vão chegando e se apresentando. Mané Garrincha (foto), sempre bem humorado, colocado na primeira fila e ao lado de João Saldanha e Didi Folha Seca cumprimenta com largo sorriso e convida o velho amigo e compadre Nílton Santos – a Enciclopédia do Futebol – a tomar assento a seu lado. Forma-se aí um respeitável bloco de botafoguenses e a estrela Mané já não está tão solitária assim.
 
Perto dali, os outros craques Gilmar dos Santos Neves, De Sordi, Orlando, Djalma Santos e Hideraldo Luiz Belini, ídolos da Seleção de 1958 chegam calmamente, quase que em fila indiana e acenam para seus velhos companheiros da grande jornada na Suécia. 
 
Sem demora, dão um forte abraço no guerreiro palmeirense Vavá, o nosso Leão da Copa; no sortudo Castilho, goleiro do Fluminense, apelidado de Leiteiro pela imprensa carioca;  no capitão Mauro, do Santos; no Oreco, do Corinthians; no Joel e Dida, do Flamengo e no sossegado Zózimo, do Bangu; consagrados campeões mundiais que estavam por lá há mais tempo. Enquanto isso Seu Feola, o treinador campeão de 1958, sonolento como sempre, espichado em um banco de jardim, espiava de longe seus eternos comandados.
 
Já, da turma de 62, além dos citados, o treinador Aymoré Moreira, mais os atletas Zequinha do Palmeiras e Jurandir do São Paulo, dão um breve alô para Félix, do Flu que, bem mais jovem, foi juntar-se aos amigos Fontana, do Cruzeiro;
 
Everaldo, do Grêmio e Marco Antônio, também do Fluminense; tudo para lembrar os melhores momentos da Copa de 70, a famosa Seleção do Tri. Boas lembranças da terra dos mortais!
 
E não é que lá eles têm até narradores para esta inesquecível Copa de 2014?
 
É bem isso! – Luciano do Vale, com seu vozeirão, vai revezar o microfone com Maurício Torres, ambos sob os olhares e ouvidos atentos de outros craques do timaço da fala como Ari Barroso, Fiori Giliotti, Waldir Amaral, Geraldo José de Almeida, Oduvaldo Cozi, Rui Porto e Jorge Cury.
 
Logo, se conclui: onde quer que haja um brasileiro, sempre haverá futebol!
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