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Uma paradinha para a foto

A foca caranguejeira é um mamífero marinho da família dos focídeos. É originária da Península Antártica e sua aparição no Brasil é rara, ainda que seja a espécie de foca mais abundante do mundo - Foto: Luis Mariante/Divulgação/Notisul
A foca caranguejeira é um mamífero marinho da família dos focídeos. É originária da Península Antártica e sua aparição no Brasil é rara, ainda que seja a espécie de foca mais abundante do mundo - Foto: Luis Mariante/Divulgação/Notisul

Imbituba

Era madrugada de terça-feira quando um pescador artesanal avistou um lindo exemplar de foca caranguejeira nas areias da Praia do Rosa, em Imbituba. E o dia nem bem amanheceu para que o lugar fosse tomado por curiosos. Máquinas fotográficas e celulares em punho para registrar o filhote imenso.
 
E o danado peludo parece ter gostado. Fez poses e mais poses! A APA da Baleia Franca/ICMBio recebeu o chamado e acionou o protocolo de encalhes. Biólogas do Instituto Baleia Franca (IBF) foram ao local e realizaram as primeiras ações de isolamento e repasse de orientações aos populares.
 
“O filhote era um macho, juvenil, com cerca de 1,8 metro de comprimento”, explica a bióloga Ana Rita dos Santos Lopes, coordenadora de pesquisas e do programa de resgate de animais marinhos do IBF. A foca ficou por dois dias na praia. Seguiu caminho ontem.
 
Neste período, moradores e voluntários revezaram-se para ajudar no monitoramento. A veterinária e especialista em animais marinhos Cristiane Kolesnikovas, da ONG R3 Animal, foi a responsável pela análise do bichão.
 
A ação teve auxílio de uma guarnição da Polícia Militar Ambiental, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Garopaba. O animal estava em boas condições corporais.
 
“Ele apenas apresentava pequenas lesões ao longo no corpo. Segundo os moradores, alguns cachorros o atacaram. Ele foi medicamento, para prevenir infecção, e solto para seguir a sua jornada”, detalha Cristiane.
 
Como você pode ajudar
• Entre em contato com as instituições responsáveis.
• Não tente devolver o animal para a água. 
• Ajude a isolar a área mantendo pessoas e animais domésticos afastados. 
• Se for possível, fotografe o animal. Isso ajuda as autoridades a identificá-lo e documentar o caso.
• Colabore com a sensibilização e a conscientização da comunidade.
• Os animais encalhados ou em descanso podem transmitir doenças aos seres humanos. 
• Evite respirar o ar expirado pelos animais. 
• Não se aproxime. São animais grandes em situação de debilidade física, que podem se tornar ariscos com a aproximação de outros indivíduos.
 
Onde buscar ajuda:
• APA da Baleia Franca: (48) 3255-6710. 
• Centro Mamíferos Aquáticos/ICMBio: (48) 3282-1863. 
• Núcleo de Fauna do Ibama: (48) 3212-3368 ou 3212-3356. 
• Laboratório de Mamíferos Aquáticos da UFSC: (48) 3721-9626. 
• Polícia Militar Ambiental em Laguna: (48) 3644-1728.
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