Letícia Matos
Tubarão
Os anos passam e muitos problemas na saúde pública continuam os mesmos, até em pior proporção. No Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, por exemplo, o excesso de atendimentos na emergência de casos que poderiam ser solucionados nos postos de saúde onera os custos da instituição. Nas unidades dos ESFs, em contrapartida, a população reclama da dificuldade de conseguir consultas e exames. A Unidade de Prontoatendimento 24 Horas foi projetada justamente para suprir esta lacuna. Mas seis anos depois não passa de uma construção inacabada.
Com a promessa de desafogar em 80% o setor de emergência do HNSC, a obra está parada há 16 meses. No local, há muito mato e uma estrutura deteriorada, após investimento de R$ 1.936.199,19. Há dois meses, a proposta de um novo convênio foi sugerida pelo secretário de estado da saúde, João Paulo Kleinubing, para a finalização das obras. O valor necessário para a conclusão foi atualizado para R$ 2.647.974,38.
O prefeito Olavio Falchetti (PT) afirma que a orientação do governo estadual é aguardar e rescindir o primeiro contrato. “Não existem pendências financeiras. O governo recomendou a rescisão do contrato antigo para que possa ser efetivado um novo. O caso é analisado pela procuradoria do município”, explica.
Além de todo o impasse político e burocrático, há outra questão em dúvida: o horário de funcionamento poderá ser reduzido com o objetivo de economizar. Há possibilidade de manter a unidade aberta por apenas 15 horas, e não mais 24.
33% da obra na parte estrutural foi executada até o momento.
R$ 1,153 milhão foi o valor investido na obra pelo governo do estado e R$ 486.428,58 pela prefeitura.
