
Pescaria Brava
Um vereador do PMDB de Pescaria Brava pediu licença do cargo eletivo e não ocupou sua cadeira na primeira sessão da Câmara, nesta terça-feira, após o recesso de um mês. Em seu lugar assumiu um suplente. O edil e o irmão de um prefeito da região são citados na Operação Blackout, da Diretoria Estadual de Investigação Criminal (Deic) da Polícia Civil, que apura a responsabilidade de um desvio de R$ 645 mil das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc).
Apesar do clima pesado da sessão, a reunião foi breve, menos de uma hora. A presidente da casa legislativa, Janaina Felipe Lemos Botega (PMDB), comunicou o pedido de afastamento do colega e deu as boas-vindas ao suplente. Informações extraoficiais dão conta de que o vereador licenciado se dedicará à campanha eleitoral. Ela foi procurada pelo Notisul para avaliar o envolvimento do colega de partido, mas não retornou as indagações da equipe de reportagem nesta terça-feira e ontem.
No dia da prisão, no início de julho, políticos de Pescaria Brava disseram que o caso não tinha relação alguma com a política local, seja na Câmara de Vereadores ou na prefeitura. No início da manhã do dia 8 de julho, homens da Deic, de Florianópolis, realizaram incursões em Pescaria Brava e Laguna, entre elas o vereador e o irmão de um prefeito, além de servidores e ex-servidores da Celesc. A suspeita da polícia é de desvios de dinheiro em contratos de licitação.
Pela acusação, a quadrilha favorecia uma empresa, manipulando o processo por meio de documentos falsos, entre outros artifícios ilegais. No esquema, cobravam de 5% a 10% do valor dos contratos, como suposta propina. A investigação iniciou em 2010 e prossegue em segredo de justiça, segundo o delegado Walter Watanabe, da Deic.