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Vinícola Suzin completa 25 anos e consolida legado nos vinhos de altitude da Serra Catarinense

FOTO UNITVSC Divulgação Notisul

FOTO UNITVSC Divulgação Notisul

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A história da Vinícola Suzin, em São Joaquim, acompanha o desenvolvimento dos vinhos finos de altitude em Santa Catarina. Pioneira na produção comercial de uvas viníferas na Serra Catarinense, a empresa chega aos 25 anos desde o plantio das primeiras mudas reunindo 22 rótulos e mantendo a mesma filosofia que guiou sua primeira safra: colocar a qualidade acima de qualquer outro objetivo.

A trajetória começou antes mesmo da primeira garrafa chegar ao mercado. Tradicional no agronegócio, com atuação na produção de batata-semente, maçãs e outras culturas, a família Suzin decidiu diversificar os negócios ao perceber o potencial da vitivinicultura na região.

“Na nossa família o empreendedorismo sempre esteve presente. A diversificação faz parte da estratégia para reduzir riscos e garantir longevidade ao negócio”, afirma o sócio-diretor da vinícola, Everson Suzin.

Pioneirismo ajudou a abrir caminho para os vinhos de altitude

O projeto nasceu no início dos anos 2000, impulsionado pelas pesquisas da Epagri que apontavam a Serra Catarinense como uma região promissora para a produção de vinhos finos.

A primeira muda foi plantada em 24 de setembro de 2001 pelo próprio Everson.

“Literalmente fui eu quem plantou a primeira muda. Este ano completamos 25 anos desse início.”

A primeira colheita ocorreu em 2003 e resultou em apenas 189 garrafas. A estreia comercial, porém, só aconteceu em 2008, utilizando uvas colhidas dois anos antes.

A espera foi proposital. Antes disso, duas safras foram descartadas porque não atingiam o padrão de qualidade estabelecido pela família.

“Desde o início ficou decidido que a Suzin produziria um vinho de qualidade. Tivemos safras que poderiam ser vendidas, mas não estavam dentro do padrão que queríamos. Preferimos não colocá-las no mercado.”

Segundo o empresário sócio-diretor da vinícola, Everson Suzin, essa decisão foi fundamental para consolidar a identidade da marca desde os primeiros anos.

Conhecimento adquirido entre estudos e experiência

Sem tradição familiar na produção de vinhos, a capacitação técnica tornou-se prioridade.

Além de consultorias especializadas, Everson realizou pós-graduações em Viticultura e Enologia e concluiu um mestrado profissional na área. Ainda assim, ele acredita que a experiência prática continua sendo um dos maiores diferenciais.

“O conhecimento pode ser adquirido estudando, mas os 25 anos de vinhedo, acertando e errando, fazem toda a diferença.”

Vinhedos reúnem nove variedades e 22 rótulos

Hoje, a Vinícola Suzin cultiva nove variedades de uvas em aproximadamente dez hectares.

Ao longo dos anos, parte dos vinhedos passou por um processo de sobreenxertia, técnica que permite substituir variedades sem remover plantas adultas, ampliando a diversidade da produção.

O portfólio reúne atualmente 22 rótulos, entre espumantes, vinhos brancos, rosés, tintos, cortes, varietais, vinho de sobremesa e brand.

Fidelidade do consumidor é o maior reconhecimento

Ao longo da trajetória, a vinícola acumulou premiações nacionais. Apenas em 2025, foram 11 rótulos premiados em concursos especializados.

Mesmo assim, Everson afirma que o reconhecimento mais importante vem do consumidor.

“O maior prêmio é o cliente comprar novamente o nosso vinho. A recompra mostra que o produto realmente agradou.”

Segundo ele, as premiações são consequência do trabalho desenvolvido no vinhedo e na vinícola, e não o objetivo principal.

Vinhos de altitude já conquistaram espaço

Para Everson, os vinhos produzidos na Serra Catarinense já figuram entre os grandes rótulos brasileiros.

“Às vezes se fala que a nossa região ainda vai produzir grandes vinhos. Eu penso diferente: nós já produzimos grandes vinhos.”

Segundo ele, degustações às cegas mostram que os vinhos de altitude apresentam desempenho comparável ao de importantes regiões produtoras do Brasil e do exterior.

Indicação de Procedência fortalece a região

Além da atuação na produção, Everson participou da construção da Indicação de Procedência dos Vinhos de Altitude da Serra Catarinense.

Na avaliação dele, o selo oferece mais segurança ao consumidor ao garantir que os vinhos seguem critérios técnicos e padrões de qualidade estabelecidos.

“A indicação de procedência valida que aquele vinho atende critérios técnicos e segue um padrão de produção. Ela ajuda o consumidor no momento da escolha.”

Cada ocasião pede um vinho diferente

Questionado sobre qual seria o principal rótulo da casa, Everson prefere não apontar um favorito.

Para ele, cada vinho possui características próprias e se adapta a diferentes momentos.

Como exemplo, cita o Cabernet Sauvignon Super Premium, elaborado com uvas de colheita tardia, que proporciona maior concentração de açúcares naturais, estrutura e intensidade.

Já para encontros informais e dias mais leves, recomenda espumantes, rosés e vinhos de perfil mais fresco.

“O mundo do vinho precisa ser descomplicado. O importante é que cada pessoa encontre o vinho que combina com aquele momento.”

Além da produção de vinhos, a família Suzin mantém as atividades agrícolas que deram origem ao empreendimento, preservando uma tradição iniciada há quase quatro décadas com o cultivo de batata-semente e maçãs em São Joaquim.

Esta reportagem faz parte do Estúdio de Inverno 2026, projeto dos veículos UNITVSC, portais Notisul e UNITV de Tubarão, Litoral Sul, NotíciasSC e Destaque Santa Catarina, de Criciúma, e das rádios Jovem Pan News de Criciúma, Araranguá e Tubarão.

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