Início Economia Conta de luz fica mais cara em SC: tarifa da Celesc sobe...

Conta de luz fica mais cara em SC: tarifa da Celesc sobe 10,82%

tarifa da Celesc
IMAGEM Celesc Divulgação Notisul

IMAGEM Celesc Divulgação Notisul

Tempo de leitura: 4 minutos

A conta de luz ficará mais cara para os consumidores atendidos pela Celesc em Santa Catarina. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou nesta terça-feira (18) um aumento médio de 10,82% nas tarifas, com os novos valores entrando em vigor a partir de sábado, 22 de agosto.

O impacto, porém, varia conforme o tipo de consumidor. Para residências, pequenos comércios e propriedades rurais atendidos em baixa tensão, o aumento será de 9,26%. Esse grupo representa 99,5% dos clientes da Celesc.

Já para consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes estabelecimentos comerciais, o efeito será maior: 14,16%.

Residências terão aumento de 9,26%

Embora o efeito médio anunciado seja de 10,82%, a maior parte dos consumidores não terá exatamente esse percentual aplicado à tarifa.

Os clientes do Grupo B, que reúne consumidores de baixa tensão, terão aumento de 9,26%.

Estão nesse grupo as residências, pequenos estabelecimentos comerciais e consumidores rurais. Segundo as informações divulgadas, eles correspondem a 99,5% da base de clientes da companhia.

Para o Grupo A, formado principalmente por indústrias e grandes consumidores comerciais, o percentual será de 14,16%.

Assim, o impacto definido pela revisão ficou em:

  • Grupo A — indústria e grande comércio: 14,16%;
  • Grupo B — residências, pequenos comércios e áreas rurais: 9,26%;
  • Efeito médio: 10,82%.

Os novos valores passam a valer em 22 de agosto.

Celesc diz que parcela própria teria atualização de 1,61%

Segundo a Celesc, o aumento de 10,82% não corresponde apenas aos recursos destinados à distribuidora.

A companhia afirma que, retirando encargos setoriais e outros componentes que são apenas arrecadados na conta e repassados, a atualização relacionada à tarifa seria de 1,61%.

Entre os itens que pressionam o valor final estão os encargos setoriais, utilizados para financiar políticas públicas e subsídios do setor elétrico definidos nacionalmente.

Um dos principais é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Entenda para onde vai o dinheiro da conta de luz

De acordo com os percentuais médios apresentados pela companhia, apenas uma parte do valor da tarifa corresponde diretamente à distribuição de energia realizada pela Celesc.

A composição média informada é:

  • 28% — geração de energia;
  • 23% — encargos setoriais previstos na legislação federal;
  • 23% — tributos;
  • 10% — transmissão de energia;
  • 16% — distribuição de energia, correspondente à atividade da Celesc.

Entre os encargos estão recursos destinados a programas e subsídios definidos para o setor elétrico, como a Tarifa Social de Energia Elétrica.

A soma desses componentes ajuda a explicar por que a variação final percebida pelo consumidor é diferente da atualização relacionada especificamente à atividade de distribuição.

Por que a tarifa da Celesc aumentou?

O índice anunciado nesta terça-feira é resultado da Revisão Tarifária Periódica (RTP), conduzida pela ANEEL.

Diferentemente do reajuste anual, a revisão ocorre a cada cinco anos e faz uma análise mais ampla dos componentes que determinam a tarifa.

O processo considera fatores como custos de operação e manutenção da rede, qualidade do serviço, perdas de energia e mecanismos destinados a incentivar a eficiência da distribuidora.

Também entram no cálculo valores relacionados a outros agentes do setor elétrico, como geração e transmissão, além dos encargos estabelecidos pela legislação federal.

Segundo as informações divulgadas pela Celesc, o efeito médio definido para a companhia ficou abaixo da média dos índices anunciados até agora para outras distribuidoras do país.

Revisão tarifária é diferente do reajuste anual

A Revisão Tarifária Periódica acontece a cada cinco anos. Já o Reajuste Tarifário Anual (RTA), como o próprio nome indica, é realizado anualmente.

No reajuste, os valores são atualizados conforme as regras previstas no contrato da distribuidora e outros componentes considerados pela regulação.

Na revisão periódica, a ANEEL realiza uma avaliação mais ampla da estrutura tarifária da concessionária.

Os dois procedimentos são conduzidos pela agência reguladora e anunciados na data de aniversário do contrato de cada distribuidora.

No caso da Celesc, essa atualização ocorre em agosto.

O que muda a partir de 22 de agosto

Efeito médio da tarifa: +10,82%
Residências, pequenos comércios e áreas rurais: +9,26%
Indústrias e grandes comércios: +14,16%
Entrada em vigor: 22 de agosto de 2026
Processo: Revisão Tarifária Periódica da ANEEL

Sair da versão mobile