Com a chegada do início do ano letivo, muitas famílias brasileiras enfrentam um desafio recorrente: organizar o orçamento para a compra do material escolar. Uma pesquisa do Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro aponta que essas despesas impactam o orçamento de 85% das famílias com filhos de até 17 anos.
Além disso, segundo a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), a inflação deve pressionar os preços, com reajustes que podem chegar a até 9% em relação ao ano anterior. Diante desse cenário, planejamento e organização se tornam essenciais para reduzir os gastos.
Planejamento é o primeiro passo para economizar
O início do ano costuma concentrar várias despesas obrigatórias, como matrícula, rematrícula, uniforme, transporte escolar, além de impostos como IPVA e IPTU. Para o planejador financeiro André Torbey, a falta de organização pode agravar o impacto dessas contas no orçamento familiar.
“O ideal seria antecipar as compras para aproveitar promoções. Como nem sempre isso é possível, muitas famílias acabam comprando no período de maior demanda, quando os preços estão mais elevados”, explica.
A recomendação é listar todos os gastos previstos e definir um limite máximo para o material escolar, evitando comprometer recursos destinados a outras obrigações.
Pesquisar preços e seguir a lista da escola
Outra dica importante é evitar compras por impulso. O especialista orienta que os pais sigam rigorosamente a lista de materiais solicitada pela escola e pesquisem preços antes de fechar a compra.
“Hoje, com a internet, é possível comparar valores, pedir orçamentos por aplicativos de mensagem ou telefone e encontrar referências de preço antes de ir à loja”, destaca Torbey.
Comprar em atacado ou aproveitar promoções também pode gerar economia, especialmente em itens de uso comum.
Escolher bem a forma de pagamento
Sempre que possível, o pagamento à vista é a opção mais econômica. No entanto, é fundamental avaliar se esse desembolso não vai comprometer outras despesas já previstas no orçamento mensal.
Quando necessário, o uso do cartão de crédito pode ser uma alternativa, desde que o parcelamento seja planejado. “É preciso ter uma visão global do orçamento familiar para não usar reservas financeiras destinadas a outras contas e acabar pagando juros, multas ou encargos”, alerta o planejador financeiro.
Não é preciso comprar tudo de uma vez
Para quem tem flexibilidade, uma estratégia eficiente é diluir as compras ao longo dos meses que antecedem o início das aulas — ou até mesmo após o começo do ano letivo.
“Comprar aos poucos, conforme a real necessidade, pode ajudar a fugir do período mais aquecido do comércio e aumentar as chances de encontrar preços melhores”, orienta Torbey.
Inflação exige atenção redobrada
A inflação impacta diretamente o custo do material escolar e outras áreas do orçamento familiar. Por isso, comparar os preços do ano anterior com os atuais pode ajudar a dimensionar o aumento e evitar surpresas.
“A dica é organizar o fluxo de caixa e montar um orçamento realista, entendendo quanto essas despesas podem ocupar de forma sustentável, sem prejudicar outras obrigações financeiras”, conclui o especialista.
