Início Especial Volta para casa: “Senti-me aprisionada”, relata tubaronese

Volta para casa: “Senti-me aprisionada”, relata tubaronese

Tubarão

Quando Simone Brasil Delfino, 35 anos, pisou em solo brasileiro, na manhã de ontem, a sensação foi de alívio e o choro foi uma comemoração à liberdade. Simone passava as férias no Chile e estava impedida de retornar ao Brasil desde sábado, dia em que o país foi surpreendido por um terremoto de 8,8 graus na escala Richter.

Ao chegar à rodoviária de Tubarão, foi recepcionada com o abraço da mãe, Marlene Brasil Delfino, carinho que Simone mais aguardava durante os momentos de angústia e desespero na busca constante de retornar ao Brasil. “Senti-me aprisionada, com uma sensação de impotência e muito medo de que outro terremoto daquela proporção ocorresse”, relata. A oficial de justiça federal embarcou em um voo de emergência da FAB na madrugada de ontem.

Às 10 horas, chegou ao Rio de Janeiro e de lá rumou para Florianópolis. A viagem de volta só encerrou quando desembarcou na rodoviária de Tubarão. Simone relata que só por meio de muita pressão o governo brasileiro disponibilizou voos. E o seu nome foi colocado em última hora na lista de brasileiros que embarcariam ontem.

“Ainda há muitos brasileiros querendo voltar e não conseguem. Está um caos, o aeroporto está desativado e todos só querem estar no Brasil”, ressalta. Nos dias em que ficou em Santiago, a tensão foi constante, tanto que na tarde de quarta-feira presenciou mais um tremor no hotel em que estava hospedada, junto com mais 13 brasileiros. “O clima é de pavor em todo lugar. Na quarta-feira, a cidade fechou tudo às 17 horas”.

Conforto nos braços da filha

O alívio maior ficou por conta de Marlene Brasil Delfino, que desde sábado apegava-se nas orações para rever a filha Simone. “Minha preocupação era constante. Apesar de saber que estava bem, só agora, com ela do meu lado, o meu coração está sossegado”, diz, aliviada. A tubaronense pensa em continuar as suas viagens pelo mundo, mas voltar ao Chile nunca mais.

Todos os anos, Simone planeja suas férias fora do Brasil. No dia 18 de fevereiro, a tubaronense viajou sozinha para o país latino. Na manhã de sábado passado, estava em Porto Varas, cidade pouco atingida pelo terremoto. No mesmo dia, o governo chileno fretou um avião e levou turistas de outros países a Santiago, cidade onde ficou abrigada em um hotel até conseguir retornar ao Brasil.

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