Em função da alta demanda em outros aeroportos do país neste período de verão, os voos estavam suspensos desde o dia 1º de dezembro
Jaguaruna
Considerado com bom padrão nacional de trafegabilidade, o Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, destaca-se entre os aeroportos do Estado, com incremento de mais de 100% em 2016. Ontem, as operações de voos do período da tarde foram retomados pela Azul Linhas Aéreas. Em função da alta demanda em outros aeroportos do país neste período de verão, os voos estavam suspensos desde o dia 1º de dezembro. Atualmente, o empreendimento conta com três voos diários, um da Latam e dois da Azul em diferentes horários.
Conforme dados da RDL Aeroportos, que administra o local, 2015 teve 31.391 passageiros comerciais transportados e 2016, 73.260. No início deste ano, mesmo com um voo a menos, o movimento continuou intenso. “O voo da Azul retornou já com cerca de 80% de ocupação. O movimento este ano continua favorável e a retomada da operação é mais um incremento. A Latam também tem disponibilizado aeronaves maiores para atender a demanda”, relata o gerente de navegação aérea da RDL, Pedro Luis Machado.
O desenvolvimento do aeroporto é pauta de debate entre a classe empresarial da região que busca incrementos e lutam para que o local seja referência também no transporte de cargas da região sul do país. “Os voos da Azul trazem um incremento significativo nas operações do Regional Sul, e esta retomada traz à população do Sul um grande ganho logístico no processo de desenvolvimento e competitividade das empresas. Quanto à concretização do transporte de cargas, nosso trabalho continua junto às lideranças políticas para que este processo se conclua o quanto antes, como já é previsto desde o início do processo”, ressalta Murilo Bortoluzzi, presidente da Associação Empresarial de Tubarão (Acit).
O estudo para as adaptações à viabilização do transporte de cargas está sendo executado pelo governo do Estado e ao que tudo indica, o Aeroporto Regional Sul voltará à sua primeira função, de quando foi projetado no fim dos anos 90. Na época, seria apenas para o transporte de cargas, mas precisou passar por transformações e foi viabilizado para o transporte de passageiros. As mudanças ocorreram para diminuir os custos da obra. A proposta do governo é ampliar a pista, em largura e comprimento, para que o aeroporto possa realizar o transporte de cargas. A estrutura atual possui pista com 2,5 mil metros de comprimento por 30 metros de largura. Para trabalhar com cargas, a ampliação prevista é 3,7 metros de comprimento por 45 de largura.
