Início Política Mendonça autoriza Vorcaro a realizar exames em hospital particular

Mendonça autoriza Vorcaro a realizar exames em hospital particular

© Secretaria da Administração Penitenciária-SP

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (22) que o banqueiro Daniel Vorcaro deixe a prisão temporariamente para realizar exames em um hospital particular, em Brasília. A decisão foi tomada após pedido da defesa, que relatou problemas de saúde recentes.

Vorcaro está detido na superintendência da Polícia Federal (PF) e, segundo seus advogados, passou mal nos últimos dias, chegando a relatar a presença de sangue na urina. Ele já havia recebido atendimento médico dentro da unidade prisional.

Atendimento médico com escolta

De acordo com a decisão, o deslocamento até o hospital será feito sob escolta de agentes da Polícia Federal. Por questões de segurança, o local e o horário dos exames não foram divulgados.

A autorização não altera a condição de prisão do investigado, sendo restrita apenas à realização dos procedimentos médicos necessários.

Prisão ocorreu após nova fase de operação

Daniel Vorcaro foi preso no dia 4 de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, instituição da qual ele é proprietário.

O caso também envolve a tentativa de aquisição do banco pelo Banco de Brasília (BRB), instituição pública vinculada ao governo do Distrito Federal.

Investigação aponta novas suspeitas

A prisão foi solicitada pela Polícia Federal após o surgimento de novos elementos na investigação. Segundo os investigadores, há indícios de que Vorcaro teria dado ordens diretas a outros envolvidos para intimidar jornalistas, ex-funcionários e empresários.

As apurações também indicam que ele teria tido acesso antecipado a informações sigilosas da investigação.

Negociação de delação premiada

Após a prisão, Vorcaro iniciou tratativas para um possível acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR). As negociações ainda estão em andamento.

O caso segue sob investigação e não há, até o momento, decisão definitiva da Justiça sobre as acusações.

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