terça-feira, 23 junho , 2026

Paixão Nacional: O Brasil que Torce, Chora e Sorri com a Bola

Cadê a Paixão pela Seleção Brasileira?

Por que a paixão pelo futebol, de todo mundo parar para assistir à Copa junto, está morrendo? Onde foi que aquilo que nos unia nos domingos, ou nos fazia acordar de madrugada, se perdeu? Onde foi parar aquela paixão coletiva pela Seleção?

Lembro da minha infância, quando nem entendia direito as regras, mas via as bandeiras penduradas nas janelas durante a Copa, as escolas com crianças de rosto pintado, todo mundo parando para assistir junto… e hoje isso parece ter virado folclore. Crianças e adolescentes não sabem mais o que é sentir isso.

Será que ninguém mais acredita que podemos ganhar? Ainda fabricamos grandes jogadores, ainda temos a malícia e o gingado que só o futebol brasileiro tem.
AH! Kah, não fazemos mais jogadores bons não, como disse minha amiga Keyd, quer uma prova? No mundial de clubes somos o país com maior número de jogadores disparado, somos 142, quase a soma do 2º (Argentina – 104) e 3º lugar (Espanha – 54).
Mas parece que, entre as jogadas ensaiadas e os contratos milionários com marcas, perdemos algo essencial: o amor pela camisa.

E quando falo “nós”, somos nós todos, não apenas os jogadores. Se nós, que estamos do lado de fora, não amamos, não motivamos e não honramos, como podemos cobrar isso de quem entra em campo? Talvez o hexa não venha em 2026, e tudo bem, isso é futebol. A magia está justamente em ter que acreditar e acompanhar. Se fosse vitória garantida, que graça teria? Mas vamos torcer, apoiar e acreditar primeiro para ter moral de cobrar depois.

O Ego e o Futebol: Uma Combinação Explosiva

PSG depois de um trabalho consistente. Divulgação – UEFA / Notisul

A essa altura do campeonato (ba-dum-tss), todo mundo viu a goleada histórica do PSG sobre a Inter de Milão na final da Champions League. Mas você conhece a trajetória até esse 5×0? Porque essa história tem mais plot twist que muita série por aí.

O PSG foi comprado lá em 2011, virou vitrine de estrelas e promessas milionárias. Só que, durante mais de uma década, o que se viu foi ego inflado e um futebol que não acompanhava o hype. Um elenco estrelado demais para funcionar em grupo. Cada um querendo seu troféu solo, e ninguém disposto a jogar junto.

Teve técnico expondo jogador por falta de espírito coletivo (sim, Mbappé, estamos falando com você). O time, mesmo bilionário, não entregava.

Mas tudo virou do avesso quando as estrelas saíram e levaram com elas o caos do vestiário. No lugar, entrou uma geração jovem, moldada em casa, com fome de verdade. Liderados por Luis Enrique (inclusive, ele sozinho já valia um livro — leiam mais sobre a história dele), que reconstruiu o time com disciplina, propósito e um futebol coletivo de arrepiar.

O resultado? 5×0 na final da Champions. Primeira taça da história do clube. Histórico. Inquestionável.

E o que isso ensina? Que futebol vai muito além de 22 correndo atrás de uma bola. É sobre respeito, liderança, construção coletiva. É sobre ser humano. Como numa empresa: se cada um quer construir sozinho, nada sai do lugar. É preciso — no caso do futebol, literalmente — jogar junto pela vitória.

159 Milhões de Flamengo

Bora nação!
Divulgação – CR Flamengo / Notisul

Que o futebol movimenta cifras absurdas, todo mundo já sabe. Mas ainda assim, os números conseguem nos chocar (e muito!).

Quem está acompanhando a novela da possível (esperança da flamenguista aqui) saída do Gerson para o Zenit deve estar tão assustado quanto eu com o fato de o Flamengo não querer liberar o atleta mesmo com o clube russo oferecendo 159 milhões de reais à vista pela multa rescisória.

Além disso, todo mundo — Ancelotti, flamenguistas, colegas de elenco e Seleção — está em peso pedindo para o Gerson dizer “EU FICO!”. Afinal, trocar o calor carioca pelo frio russo, ainda mais com conflito e zona de guerra no horizonte, não é algo fácil de esquecer, mesmo com todo esse dinheiro. E convenhamos: Flamengo e Zenit não têm comparação, né?

#naçãoprasempre

Mundial de Clubes: A Hora da Verdade

Quem aí está acompanhando?
Divulgação – FIFA / Notisul

Quem mais está com o coração na mão esperando a estreia dos times brasileiros no Mundial de Clubes? Finalmente vamos medir nosso futebol com o europeu de igual para igual.

Confesso que fiquei meio apavorada quando percebi a magnitude de ver Flamengo e Chelsea se enfrentando. Quem imaginaria esse jogo alguns anos atrás? Mas boto fé no Mengão: vai ser 2×1 para a Nação.

E aí, já escolheu seu time brasileiro para torcer? Não vale torcer para gringo! Você tem quatro opções brasileiras, hein?

Lembra de acreditar no futebol brasileiro!

Richarlison Sincero

Frame da entrevista da CNN Brasil – Divulgação/ Notisul

Como nossos julgamentos e a falta de apoio afetam as pessoas, né?
A gente acha que na verdade é só a gente que está torcendo pelo Brasil, que é só a gente que se importa que o jogador está lá só pela fama e dinheiro, né? Mas a pessoa que está dentro do campo está sofrendo tanto ou mais que a gente. Porque não tem como uma pessoa não sentir.

Um exemplo disso é o Richarlison, que inclusive tem jogado muito mal e deu uma entrevista falando que ele não está no melhor dele. Ficou mais de 500 dias afastado da Seleção.

Mas, para quem não sabe, depois da Copa de 2022 (quando o Brasil foi eliminado pela Croácia) ele entrou em depressão profunda. Cogitou desistir do futebol, disse que não era bom nisso, começou inclusive com pensamentos bem pesados de depressão. Depois de um tempo, começou a fazer terapia e procurou apoio psicológico.

Numa entrevista da ESPN Brasil, ele fala um pouquinho disso e da importância da saúde mental para que você consiga desempenhar. Isso, claro, a gente está falando aqui sobre futebol, mas vale para qualquer outra coisa. Você precisa estar bem para fazer bem as coisas que você sabe e gosta.

Então é muito fácil para a gente julgar de fora do campo que ele não fez o que sabia, mas às vezes a gente não sabe o que está rolando por dentro.

Faz pouco tempo, revi o documentário da Copa de 2002, quando o Brasil foi pentacampeão. Lá, eles falam bastante da Copa de 98, que a gente massacrou o time. Eu lembro, era criança, estava na janela da cozinha dos meus avós, e chorei muito quando o Brasil perdeu. Tinha sete anos, não entendia direito.

Aí a gente descobriu depois que tudo aquilo tinha acontecido: que o Ronaldo tinha tido convulsão antes da final, que quase morreu, que a gente não sabia de nada. E a gente julgando por fora, né?

A reflexão é essa: a gente sempre julga o que está vendo, não a história completa. Tanto no futebol quanto em outros setores da vida. Então a gente tem que aprender a julgar um pouco menos. Eu falo “a gente” porque eu também sou humana, e sei que é humano julgar, mas não podemos cobrar excelência sempre e de tudo.

O Richarlison já fez gol de voleio na Copa, na mesma Copa que em seguida fez ele achar que não era bom o suficiente para jogar futebol e pensou em desistir. E quem nunca, né?

Por que para mim o Neymar não serve na seleção?

Divulgação CBF / Notisul

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O futebol do Neymar com certeza é espetacular (ou pelo menos era). Hoje em dia é mais raro acontecer, mas é inegável que ele saiba jogar um futebol especial.

Mas ídolo? Ídolo de futebol? Não serve. O Neymar não deveria ser ídolo de ninguém.

Uma pessoa que tem quatro filhos, que tem uma responsabilidade com a influência que ele tem, que sabe o poder de uma fala dele, mas não age pensando na consequência… Cara, do jeito que ele é imaturo, com mais de 30 anos, não dá.

Admiro o futebol do Neymar, mas a pessoa Neymar deveria ter crescido. Tudo bem se ele tivesse 20 anos e fizesse as coisas que faz, porque acontece. A gente é jovem, a gente erra, “errei, fui moleque”. Mas ele não é mais moleque.

É traição com a esposa, é festa fugindo do controle, é casa construída de forma irregular, é palavrão solto a torto e a direito por aí, é briga na internet, é muita polêmica, muito caos — que o futebol já não compensa mais.

Então, para mim é isso. Não é que o Neymar não joga futebol suficiente para a Seleção. É que ele só joga futebol. A gente já falou sobre o PSG, sobre o ego, sobre como o time vencedor é mais do que só bola no pé, é liderança, é espírito de equipe, é saber jogar junto.

Cheri Lady e Marina Pé Frio

Divulgação – Redes Sociais / Notisul

Quem aí já conhece o Mestre André?

Para quem ainda não sabe do que estou falando, vai no Instagram ou TikTok e procura por André Scardovelli — diversão garantida!

Para mim, ele ficou conhecido como “marido da Marina”, porque foi assim que descobri esse perfil fenomenal.

O Mestre André virou famoso pelas comemorações épicas de futebol em casa ao som de “Cheri Cheri Lady”, da banda alemã Modern Talking. Até aí, tudo normal. Mas a questão é que ele faz mega performances de futebol, torcida e gols “correndo parado” na frente do espelho do banheiro.

Esse fenômeno da internet também tem uma série de vídeos com a esposa, onde explica futebol para ela de um jeito irreverente e divertido — misturando cultura pop com táticas de campo. E foi ali que conheci ele.

Como fã assumida do casal, estou acompanhando a saga da descoberta de que a Marina é o maior pé frio do planeta. Se ela veste a camisa do seu time, pode se preparar para a derrota. Prova cabal: na final da Champions, ela estava torcendo de camisa do Inter!
Vai lá seguir se você gosta de futebol e diversão!

Por hoje é isso. #camisadetimese Agora é bóra torcer e acompanhar! ⚽

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