Maycon Vianna
Tubarão
Os familiares do eletricista Ricardo Diomar Cipriano, 28 anos, que morreu após ser supostamente agredido por policiais militares, no dia 28 do mês passado, em uma operação da PM, aguarda a liberação do laudo técnico do Instituto Geral de Perícias (IGP). A intenção é entrar com um pedido de indenização.
A advogada da família, Luana Vieira, ainda não confirma o valor que será pedido, e em um primeiro momento pede o afastamento dos sete policiais supostamente envolvidos na agressão a Ricardo. “Queremos justiça, isso é válido. Temos provas suficientes para incriminar os PMs. Não sossegaremos até que a punição seja cumprida”, declara a advogada.
Na tarde de ontem, a viúva de Ricardo, Simone da Rosa, confirma que o laudo divulgado pelo Hospital Nossa Senhora da Conceição aponta óbito por politraumatismo craniano. “Devido aos fortes chutes, socos e cacetadas que levou na cabeça, meu marido faleceu. Queremos verificar o laudo do IGP, mas já adianto que os policiais quebraram o pescoço dele após tantas pauladas”, enfatiza Simone.
Os pais de Ricardo também levantam a hipótese de o cérebro dele ter sido esmagado na agressão. “Não duvido nada que eles detonaram com o cérebro do meu filho. Isso é uma vergonha, polícia serve para cuidar da população e prender marginal, não para bater em gente inocente”, lamenta a mãe do jovem, Delise Cipriano.
A Polícia Civil investiga o caso. O delegado responsável pela Central de Polícia Civil, Giovani Floriani, prefere não dar qualquer tipo posição até o desfecho do inquérito policial.

