Primeiro, havia uma ruína de ponte de madeira, expondo risco aos que por ela transpunham. Veio uma sensata ordem para a sua demolição, e todos criticaram, por falta de alternativa. Prometeram a ponte do exército. Teve até briga para disputar o posto de patrono da ideia. Foi apenas uma “promessa de verão”, e de fato, todos viram que foi “fogo de palha”.
Fizeram um esforço, criaram um projeto e saiu uma primeira licitação, por R$ 670.000,00 se não me falha a memória, se construiria a nova ponte. A empresa vencedora se instalou e, depois de algum tempo, descobriram que aquele projeto era curto. Com 45 metros de comprimento, a ponte a ser construída não transporia o rio, faltavam 15 metros no projeto.
Voltamos para a estaca zero, o reconhecimento da própria pobreza. Não havia dinheiro. Chamaram o “pai” e o governo do estado se comprometeu a construir a tão falada ponte. Precisava de um novo projeto, pagaram, se bem me lembro R$ 160.000,00 pelo mesmo.
Agora vai. Não, não foi desta vez. Depois de licitada, a obra ficou em R$ 1.600.000,00, cuja empresa vencedora foi a mesma anterior. Descobriram depois que em uma das margens, as estacas precisariam ter maior profundidade. Mais uma pausa para meditação da inteligência. Passado o retiro para pensar, a obra foi avançando, devagar, mas foi.
– Acabou! Soltem foguetes! Não! Não! Esperem! Faltam as “cabeceiras”. Pode deixar que eu faço; disse um.
Não fez. A cabeceira afundou. Afundou ele, o outro e o sonho de todos. Estamos sem ponte, por enquanto. Agora precisa do projeto das “cabeceiras”. Assim, tá tudo parado até hoje, ninguém passa. E lá se vão, quase quatro anos. É tortura ou não é?
Pergunta-se: Onde está a inteligência? Onde estão os engenheiros?
Onde estão os críticos? Onde estão todos?
Mas, tem mais umas perguntinhas “safadas”:
Se um projeto foi contratado, será mesmo que precisava? Com tantas obras semelhantes já construídas nas rodovias pelo governo do estado?
– Precisava sim! Podem responder.
Tudo bem, mas continuo eu: Bom, com R$ 160.000,00, então, certamente o engenheiro projetista esteve no local. Será que ele fez sondagem? Será que ele observou a grande planície que é aquela região de banhado, diga-se de passagem, quase no nível do rio e, sendo assim, precisava ter tanta elevação nas cabeceiras?
– É!… Bem!… Sim!…Pois é,…
Continuemos então; admita-se que o projetista não viu. Será então, que durante a execução, ninguém se deu conta daquela situação? Com tantos engenheiros de “bobeira” que tem por aí?
É, acho que a inteligência faliu e a crítica também.

