Mais um ano está chegando ao final e vêm aquelas velhas promessas de costume. Esse ano, não vou fazer isso, vou fazer aquilo, vou mudar aqui ou ali…
E todas essas promessas visam a felicidade, pois essa é uma busca incessante de todos nós.
Porém, há uma promessa que todos os que buscam ser feliz deveriam fazer, mas poucos se dão ao luxo de fazê-la. A promessa de olhar para dentro de si e ver que é ali que mora a felicidade.
Vivemos num mundo onde há uma massa de pessoas infelizes, depressivas, frustradas. Aquele carro novo, aquela casa que tanto sonhou, aquela conta bancária não garantiram a felicidade. Porque ela não está nisso, ou seja, podem até contribuir, mas não garantir.
É comum ver alguém que se encontra triste fazer uma viagem para se alegrar, o que nem sempre dará certo, pois, mesmo viajando para o lugar mais belo que seja, essa pessoa estará levando consigo sua tristeza. Tomemos como exemplo também nossos antepassados, que não tinham nem um décimo das tecnologias que hoje em dia usufruímos. Eu, particularmente, adoro conversar com pessoas que têm 60 ou 70 anos de idade, pois elas transmitem ao conversar a alegria que tinham vivendo numa época em que se quer tinham energia elétrica. Eram felizes, famílias viviam em união e os filhos respeitavam os pais, mesmo sem existir tantas leis que vieram para garantir educação.
Se fizermos uma comparação da época deles com a nossa, nós seríamos como diz o Dr. Augusto Cury, a mais feliz das gerações, devido aos avanços tecnológicos que vieram com essa promessa. No entanto, nunca as clínicas psiquiátricas estiveram tão lotadas como nos dias de hoje. Aliás, são tantas informações que não dá tempo realmente para que se possa olhar para o nosso interior. Outro pensamento do Dr. Augusto Cury é a de que hoje nunca se viu tantos “escravos livres”, pois nos tornamos vítimas de um sistema que causa uma correria imensa, e ninguém tem tempo nem para dar uma simples informação na rua, todos estão com pressa e atrasados.
Lembro-me de Maria, que no evangelho de Lucas, ao cantar o seu canto Magnificat canta que “o seu espírito se alegra em Deus”, ou seja, ela está feliz porque Deus viu nela alguém preparada para tal missão e a felicidade está no seu espírito não somente por ser a escolhida. Se ela olhasse apenas para a missão como um trabalho a realizar, talvez isso poderia ser considerado por ela um fardo, no entanto ela se alegra no seu interior.
Para mais um ano que se vai, é necessário avaliar o que passou, rever conceitos, projetos, mas ter em mente que até as dificuldades devem ser vistas como um momento de aprendizado, pois senão houver um senso de otimismo, até as vitórias não nos trarão alegria, pois corre-se o risco de olhar-se apenas para as dificuldades enfrentadas e não para o objetivo alcançado.
Quero encarar o ano novo da mesma maneira que enfrentei esse que termina, isto é, com alegria, ter em mente que eu sou responsável pela minha felicidade, e não as coisas externas, e jamais esquecer que de mim, depende a felicidade de muitos que me rodeiam. Um Feliz Ano-Novo para todos!

