Ojornal The Telegraph, de Londres, publicou um fato novo e surpreendente no avanço do cristianismo na velha China, para desespero dos líderes ateus do Partido Comunista.
O surgimento de novos templos aqui e lá, tendo no topo uma cruz símbolo do cristianismo, deixa de cabelo em pé as autoridades daquele país. Não conseguem mais com sua repressão política conter este avanço; mesmo destruindo templos com os mais diversos pretextos, inclusive de estética. Tudo por causa de um processo de contaminação espiritual na sociedade ateísta pela ideologia comunista. Quando uma família recebe o batismo, com as mensagens de um personagem que viveu na terra há mais de dois mil anos, com verdades incontestáveis, fica apossada e maravilhada. O processo final de fé se dá quando se torna conhecido que Cristo, depois de três dias sepultado, ressuscitou; ninguém conseguirá resistir a este apelo singular e misterioso.
Depois de quase um século da ditadura comunista, que assolou o país, os chineses encontraram, por meio das palavras do evangelho e no símbolo da cruz de Cristo, um novo e seguro porto de paz, segurança e uma nova espiritualidade, que há milênios buscavam. Assim, este fenômeno fica incontrolável dentro da China.
Os números são grandiosos tanto quanto sua própria população. Os cristãos passavam de um milhão antes da revolução maoísta para mais de 58 milhões hoje. Mesmo uma projeção otimista do crescimento vegetativo da população, este número jamais poderia se justificar a não ser pela adesão em massa. Estima-se que até 2030 o número de adeptos supere os 200 milhões, ultrapassando a população brasileira atual.
A perseguição pelo estado continua implacável, com a destruição de templos cristãos, mas perde terreno e controle. Nos lares cristãos, milhões de pessoas leem em conjunto a Bíblia, maravilham-se por tanta sabedoria e praticam todos os atos de piedade. Como no tempo dos romanos, estas igrejas, consideradas ilegais, são obrigadas a praticarem a fé de maneira silenciosa, sem alardes. Aparatos policiais são instalados acintosamente com câmeras de vídeo dentro dos templos para intimidar os pregadores, se eles sublevem contra o estado.
A Bíblia é tida como um livro subversivo, principalmente na passagem do livro de Daniel, onde está relatado: “o profeta recusa obedecer as ordens de um rei que vai contra Deus”. Para o regime é uma provocação intolerável.
Na verdade, os chineses encontram a única e verdadeira, a igreja de Cristo, e não mais conceitos filosóficos de seus ancestrais, sem unidade doutrinária, embora com forte conteúdo moral e cultural válidos. Com a nova fé, assumem a coragem dos mártires consagrados na história da igreja cristã.
Para um neófito, não há como resistir às palavras maravilhosas proferidas por Cristo: “Sou o caminho, a verdade e a vida”.

