terça-feira, 27 outubro , 2026

A propósito do dia Mundial da Saúde

“Obrigado Deus pelos homens não poderem voar para deixar lixo no céu, como deixam na terra”. (Henry Thoureau, pensador – século XIX).
Transcorre na próxima segunda-feira, 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde, efeméride promovida pela Organização Mundial de Saúde.

Em 2008, a OMS escolheu como tema de sua campanha anual “Protegendo a Saúde Frente às Mudanças Climáticas”.
As mudanças climáticas são, na realidade, uma das grandes preocupações de toda a humanidade, na atualidade.

Diminuição da camada de ozônio, aquecimento global, poluição do ar e efeito estufa, poluição da água e depleção da flora submarina, a ocorrência do El nino e de “Smog” são alguns dos problemas que já afligem os humanos deste planeta azul.

Muito pouco pode fazer o homem, como indivíduo, para combater ou se prevenir contra estes fenômenos climáticos que já ameaçam a sua existência.
Os buracos na camada de ozônio, que já são dois, um sobre cada pólo, deixam passar um excesso de raios ultravioletas que, sabe-se, são causadores de câncer de pele e catarata. Deveríamos então usar permanentemente óculos escuros? Poderíamos somente sair à noite?

Ou deveriam todos os países banir o uso do Gás CFC usado em equipamentos refrigeração e como propelente de aerossóis? Usam-se ainda os HCFCs , que “causam uma depleção menor” da camada!!!
Quanto ao aquecimento global, este ocorre pela poluição do ar por gases como dióxido de carbono, metano, óxido nitroso, que todos produzimos dirigindo automóveis, produzindo queimadas, usando carvão para aquecimento ou na indústria.

Estes gases produzem uma espécie de camada isolante na atmosfera, principalmente sobre grandes centros urbanos, não permitindo a dissipação do calor. É o chamado efeito estufa.
Recentemente, descobriu-se que os gases expelidos pelo gado também “esburacam” a camada de ozônio.
Neste contexto, o problema mais antigo é o chamado Smog, que, em Londres, já ocorre desde o século 19. Trata-se da formação de compostos gasosos venenosos no ar ambiente, também gerados pela atividade do homem, que afetam o sistema respiratório das pessoas, o que causou, em sua mais grave ocorrência, em 1952, três mil mortes.

Como nos proteger? Não há como. Somente com o uso de combustíveis alternativos e eliminação das indústrias de chaminés poderíamos atenuar o problema. Devemos sacrificar os nossos rebanhos ou dar-lhes anti-flatulentos?
Quanto ao descongelamento gradual dos pólos, e conseqüente aumento do nível dos oceanos e invasão das praias pelo mar: deveríamos ir morar somente nos altiplanos?

Como se vê, a medicina moderna pouco pode fazer como prevenção e aos médicos só resta esperar, na porta dos hospitais, pelas vítimas das calamidades descritas.
O alerta já foi dado.
Henry Thoureau, em 1842, jamais poderia imaginar a ocorrência de tais cataclismos 166 anos depois.

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