Cíntia Abreu
Tubarão
A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou terça-feira novas regras sobre quais os serviços e produtos podem ser oferecidos em farmácias e drogarias. Uma delas proíbe que qualquer tipo de remédio fique ao alcance do cliente, sem que o farmacêutico o oriente.
“É muito importante esta mudança. O consumidor deve buscar saúde da forma correta. O farmacêutico também não deve visar só o lucro”, opina a presidenta da Associação das Donas de Casa, dos Consumidores e da Cidadania (Adocon) de Tubarão, Reneuza Borba.
A venda de sorvetes, balas, pilhas, cartões telefônicos, chinelos, por exemplo, está proibida nas farmácias e drogarias. Os estabelecimentos terão seis meses para se adaptar.
Em Santa Catarina, as normas já são seguidas. Um exemplo é a Farmácia Modelo da Unisul de Tubarão. “Sempre utilizamos isto como critério. Queremos trabalhar com o uso racional da medicação”, garante a farmacêutica responsável, Silvana Cristina Trauthman.
Dados do Ministério da Saúde
• 30,5% dos 107.958 casos de intoxicação humana registrados pelo Ministério da Saúde são de uso de medicamentos.
• 24,1% destes intoxicados são crianças menores de 5 anos.
• 18,9% são adultos entre 20 e 29 anos.
• 13,6% são adultos entre 30 e 39 anos.
• Do total de 23.089 casos de intoxicação atribuídos às tentativas de suicídio, 14.263 (61,8%) estão relacionados aos medicamentos.

