Zahyra Mattar
Tubarão
Para o Ministério Público Eleitoral de Santa Catarina (MPE/SC), a ação onde era pedida a cassação do mandato do então vereador Edson Firmino não pode ser extinta. Para o órgão público, trata-se de um direito indisponível, ou seja, o ex-partido do hoje secretário de governo da prefeitura não pode abrir mão de levar o processo adiante.
Quando a ação foi proposta, no ano passado, o diretório estadual do PDT alegava infidelidade partidária de Edson, quando ele trocou a agremiação pelo PMDB. Contudo, havia um entendimento com o diretório municipal do PDT. A ex-sigla de Edson não tem mais interesse na vaga.
Até porque este é ano eleitoral. Mas a situação muda de figura no território tubaronense. O PPS, ao contrário, tem pretensão de seguir com o pedido de cassação.
Hoje, a vaga de Edson na câmara é do primeiro suplente da sua ‘ex-coligação’, Eraldo Pereira da Silva, do PPS. A avaliação do MPE é apenas um passo da ação.
Assim como o diretório do PDT foi chamado para ser ouvido, o ministério também argumentou. Agora cabe ao juiz eleitoral analisar a questão. Não existe, ainda, um prazo para este julgamento e Edson prefere não se manifestar até que isso ocorra.
O secretário deverá pedir a desincompatibilização do cargo na prefeitura para participar das eleições de outubro. Ele deverá ser um dos pré-candidatos ao legislativo pelo PMDB.

