Zahyra Mattar
Tubarão
Desde o sábado a proporção de álcool na gasolina voltou a ser de 25%. No dia 1º de fevereiro, o patamar tinha sido reduzido para 20% em virtude da escalada do preço do álcool aos consumidores, e de problemas de abastecimento em alguns estados. Com esta modificação no percentual de mistura, tanto os donos de postos de combustíveis quanto os consumidores estão de olho no preço do álcool e da gasolina.
Existe possibilidade de alta, mas isto dependerá dos estoques nas distribuidoras. Por enquanto os valores praticados na região continuam os mesmos porque, nos postos, os estoque ainda são os adquiridos com o valor menor. Hoje, em Tubarão e outros municípios da região, é possível encontrar álcool a R$ 1,99 (média) e gasolina com valores médios entre R$ 2,60 a R$ 2,68 o litro.
“O preço do álcool e da gasolina vai aumentar ou estabilizar. Ainda é cedo para qualquer afirmação porque existem taxas que também estagnaram e devem ter um pequeno reajuste. A dica é ficar de olho e sempre optar pelo mais barato porque isso força tanto a estabilidade quanto a queda no preço”, ensina o delegado do Sindicato do Comércio Varejista de Combustível da Região, Valdo Viana Filho.
Nos dois primeiros meses do ano, em mais de 70% dos estados brasileiros, onde normalmente o preço do álcool era mais vantajoso que o da gasolina para os proprietários de carros flex, a situação inverteu-se porque faltou álcool no mercado. Agora, estima-se uma colheita de aproximadamente 664,33 milhões de toneladas de cana este ano. Se confirmada a previsão, será o melhor resultado já registrado, com aumento de 9,9% em relação à safra passada, o último recorde.

