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A alergia a esmalte nas unhas é mais comum do que se imagina e pode aparecer como dermatite de contato, afetando não apenas as mãos, mas também pálpebras, rosto e pescoço — regiões tocadas com frequência. A condição provoca vermelhidão, coceira, inchaço e, em alguns casos, pequenas bolhas na pele. Nas unhas, podem surgir fraqueza, descamação e quebras recorrentes.
A reação é desencadeada por substâncias presentes em esmaltes, removedores, bases e até produtos em gel ou acrílico. Entre os principais componentes envolvidos estão o formaldeído, o tolueno e o dibutilftalato (DBP).
Principais causadores de alergia em esmaltes
Alguns ingredientes comuns podem provocar sensibilidade na pele:
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Formol (formaldeído): aumenta a durabilidade e fixação do esmalte.
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Tolueno: solvente usado para melhorar aplicação e secagem.
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DBP (dibutilftalato): plastificante que dá brilho e flexibilidade.
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Mica: presente em esmaltes cintilantes e perolados.
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Resinas: responsáveis pela aderência e durabilidade.
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Outros produtos: bases, removedores, esmaltes em gel e acrílico também podem causar reações.
Sintomas mais comuns
Na pele:
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Vermelhidão
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Coceira
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Inchaço
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Descamação
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Pequenas bolhas
Esses sinais costumam aparecer principalmente nas pálpebras, pescoço, rosto e mãos.
Nas unhas:
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Unhas frágeis
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Quebra constante
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Descamação ao redor da cutícula
Como evitar e o que fazer em caso de alergia 

Identifique a causa
Buscar ajuda de médico dermatologista ou alergista é essencial. Eles podem solicitar testes alérgicos para identificar qual componente provoca a reação.
Use esmaltes hipoalergênicos
Existem versões livres das substâncias mais sensibilizantes, embora algumas pessoas ainda possam reagir a esses produtos.
Proteja as unhas e a pele
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Evite contato com produtos químicos agressivos, como detergentes.
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Use luvas ao realizar tarefas domésticas.
Procure atendimento médico
Se os sintomas persistirem, um especialista pode indicar cremes, pomadas específicas ou orientações para evitar novas crises.