Carolina Carradore
Tubarão
A poucos mais de duas semanas para encerrar o prazo de suspensão de serviço da Caiuá Assessoria e Planejamento, o prefeito Manoel Bertoncini adiantou que a prefeitura não pagará o valor total para rescisão do contrato com a empresa que até então era responsável pela fiscalização da Área Azul. O montante não foi divulgado, mas ele garantiu que a quantia é alta para os cofres públicos: “O valor é significativo, vamos oferecer uma quantia menor”.
Antes do dinheiro ser repassado à Caiuá, o projeto ainda terá que ser aprovada na câmara de vereadores. A prefeitura suspendeu os serviços da empresa em 60 dias. Faltam 20 dias para acabar o prazo e a intenção é entrar em acordo para que o caso não pare na justiça. A Caiuá, por sua vez, já se sente fora da cidade e gastou, segundo o assessor jurídico, Luiz Henrique Lima, mais de R$100 mil em rescisão de contrato com cerca de 25 monitoras.
“Estamos dispostos a entrar em acordo com a prefeitura e escutar o que eles têm a nos oferecer para evitar que busquemos a diferença na justiça”, garante Luiz Henrique.
O prefeito estuda modelos em outras cidades para implantar um novo sistema de estacionamento rotativo. Ainda não há previsão de quando a Área Azul será reativada.
Motoristas confusos
Mesmo sem monitoras pelas ruas, muitos condutores ainda se sentem perdidos, pois as placas de informação da Área Azul permanecem nas principais ruas da cidade. O aposentado Marianto Fernandes, 71 anos, observou a placa e esperava há mais de 15 minutos por uma monitora. Morador de Laguna, desconhecia que não precisava mais de um cartão para monitorar o tempo de estacionamento do veículo. “Está muito fácil estacionar, mas achava que precisava do cartão”, disse.
A dificuldade de achar uma vaguinha no centro da cidade continua a mesma para muitos motoristas. Afinal, falta de fiscalização. “Quando vou à farmácia, não encontro vaga, sendo que há veículos há mais de duas horas estacionados em local irregular”, reclama o motorista Rodrigo da Rosa.

