Carolina Carradore
Tubarão
Até abril, a secretaria de segurança e trânsito da prefeitura de Tubarão pretende voltar a administrar o sistema de estacionamento rotativo, a Área Azul. A ideia já é estudada desde o ano por conta do excessivo número de reclamações dos usuários, inclusive de fora da cidade. Agora, com a liminar que impede a atuação da empresa Caiuá Consultoria e Assessoria de notificar motoristas, deverá ser colocada em prática.
Independente da mudança prevista, a prefeitura entrará ainda esta semana com um recurso para derrubar a liminar. Tanto o município quanto a concessionária não haviam sido citados pelo oficial de justiça até o fim da tarde de ontem. Por conta disso muitos motoristas ainda foram notificados.
“Após recebermos a intimação, acataremos a decisão e as monitoras não irão mais atuar. A fiscalização continuará a ser feita pela Guarda Municipal”, explica o secretário de segurança e trânsito, João Batista de Andrade.
Ele também adianta que o estudo para reassumir a Área Azul prevê a criação um novo sistema de fiscalização e autuação. Batista diz ainda que o município quer um acordo amigável com a Caiuá. Pelo contrato, a empresa tem cinco anos de vigência do sistema.
Mudanças previstas
Essa semana a secretaria de segurança e trânsito da prefeitura de Tubarão analisa o aspecto jurídico para que possa, o mais rápido possível, reassumir o serviço de Área Azul. A meta é iniciar o processo de transição no próximo mês e assumir o controle absoluto do sistema até abril.
Entre as mudanças estudadas é o uso de um aviso prévio a fim de notificar o motorista em situação irregular para que o cidadão tenha a oportunidade de modificar a situação sem custo. Somente após o “aviso amigo” o motorista seria multado por um agente de trânsito.
O secretário de segurança e trânsito da prefeitura, João Batista de Andrade, afirmou também que todas as notificações realizadas nos últimos dias serão analisadas. “Não processaremos estas notificações até que haja uma decisão”, tranquiliza Batista.
O outro lado
O Notisul tentou contato no escritório da Caiuá em Tubarão, mas foi informado por uma funcionária que o gerente não estava. Na seda da empresa em Joinville, ninguém atendeu ao telefone.

