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As apostas do Banco Central

 

Se as apostas do Banco Central se tornarem realidades, será preciso prever que a taxa da Selic fique em torno de 5% a 6% ao ano, zerando os juros reais. E, para se preparar para esse acontecimento, será necessário rever a remuneração da caderneta de poupança.
 
Uma das apostas é de que a inflação interna será menor do que as ocorridas nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2010 (IGP-M de 1,01, 1,45 e 0,69 e IPCA de 0,75,0,83 e 0,63). Em agosto de 2011 os índices foram de 0,44 para o IGP-M e de 0,37 para o IPCA.
 
Se o Banco Central estiver certo, a inflação acumulada nos últimos 12 meses se reduzirá dos atuais níveis de 7 a 8%.
A adversidade são as rodadas de reajustes de salários de grandes grupos de trabalhadores com carteiras assinadas (metalúrgicos, petroleiros, bancários) que ocorrerão neste e nos próximos meses. Além dessas ocorrências, teremos no horizonte o reajuste de 13% a 14% no salário mínimo em janeiro próximo. Que fará pressão na conta de serviços, principalmente os básicos que se estendem por toda a cadeia economicamente ativa.
 
As adversidades externas poderão ocorrer a partir das dificuldades que surgirão nas relações interbancárias com a provável moratória da Grécia e as especulações da mesma natureza em relação à Espanha e à Itália. Afetarão os bancos e as companhias seguradoras. Isto quer dizer suspensão provisória do fluxo de capitais. Notícias correntes, no entanto, mostram que as grandes empresas nacionais se encontram com alta disponibilidade e que poderão cumprir os seus compromissos internacionais.
 
O importante é que se mantenha no Brasil um crescimento, mesmo que pequeno, de 2% a 3%, baseado em investimentos e não em endividamento.
 
A grande dúvida no presente é a posição conflitante da presidenta em assegurar que conterá os gastos públicos correntes e o orçamento que ele enviou para o congresso.
No médio, prazo o Brasil tem tudo para ser um sucesso. Dependerá da boa ou má gestão pública e privada.
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