terça-feira, 14 abril , 2026

As cheias e as lições sobre a aplicação do dinheiro público

O Rio Grande do Sul e o Brasil vivem uma crise humanitária sem precedentes. As inundações que atingem Porto Alegre desde os primeiros dias de maio de 2024 são reflexos da situação enfrentada desde o dia 29 de abril por centenas de cidades gaúchas, em diversas bacias hidrográficas. Populações de cidades inteiras foram tocadas por um volume de água que chegou a 700 mm em quatro dias. Para se ter uma ideia, isso equivale a 700 litros ou 700 quilos de água por metro quadrado.

Até o último final de semana mais de 140 pessoas já eram registradas como mortas.  Muitas mais de 200 estavam desaparecidas. Milhares de famílias desabrigadas e outras milhares em abrigos provisórios. Milhares de pessoas esperam que as águas baixem para poder voltar para casa, mas muitas famílias não terão para onde voltar, já que suas casas foram varridas do mapa, juntamente com cidades inteiras.

Nas redes sociais e na imprensa, muitas opiniões. Milhares de críticas a este ou aquele governo. A esta ou aquela autoridade. Ao menos em Porto alegre a tragédia poderia ter sido evitada. Com a Capital dos gaúchos de pé, a reação para salvar o Estado inteiro, talvez, fosse um pouco mais suportável. Após a enchente de 1941, nos mesmos dias deste mês de maio, a Capital foi inundada por uma alta de 4,3º m de águas no Rio Guaíba. Governos federal, estadual e da cidade construíram um sistema de proteção com diques, comportas, e casas de bombas. A intenção seria proteger a cidade de cheias de até 6 metros no nível do Guaíba.

Todos os gaúchos cresceram ouvindo histórias, ao passar pela Avenida Mauá, no Centro da Capital gaúcha, ao lado do muro. O maior dique. A maior proteção instalada ao lado do porto. E no primeiro e maior teste de todo o sistema de proteção da cidade, uma vergonhosa falha por falta de manutenção nas bombas que deveriam devolver as águas para o curso do Guaíba. Das 29 bombas existentes em diversos bairros da cidade, apenas três funcionaram. A inundação atingiu não só Porto alegre, mas Canoas, Cachoeirinha, Alvorada, Esteio, Novo Hamburgo, São Leopoldo. Uma das maiores regiões metropolitanas do Brasil.

Esta é o terceiro evento climático grave e intenso que atinge o Rio Grande do Sul. Assim como Santa Catarina, São Paulo, Recife, cidades do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Aos governantes é preciso uma tomada de consciência pela boa e qualificada aplicação dos recursos públicos, que afinal são recursos do público, recolhido por meio de impostos para dar dignidade de segurança às pessoas em sociedade. Do jeito que está não será possível enfrentar desafios que se avizinham. Governos, Congresso Nacional, Assembleias Legislativas e ao Judiciário cabe uma reflexão. O que está sendo feito com o dinheiro dos cidadãos. Ou viveremos dias mais sombrios e difíceis.

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