A tecnologia tem avançado rapidamente e certamente tem influenciado a forma como as nossas cidades funcionam. Cada vez mais governos têm investido no desenvolvimento das suas zonas urbanas ao torná-las mais eficientes e sustentáveis, com especial atenção em redes de transporte autônomas e edifícios inteligentes e eficientes. O investimento em cidades inteligentes também é benéfico para a economia do país, visto contribuir para um redução de desperdícios, gerar mais eficiência e criar atrações turísticas.
Mais de 500 cidades foram analisadas pela EasyPark, uma empresa tecnológica de assistência a estacionamento, que nomeou as 100 cidades mais evoluídas e inteligentes mediante a pontuação obtida. Cada cidade obteve uma pontuação de 0 a 10 entre 19 categorias que definem uma cidade inteligente, tais como rede de transportes públicos, trânsito, energia limpa, educação, digitalização governamental e acesso à internet. Com estas estatísticas obtidas através de especialistas locais de cada cidade tida em conta para este estudo, foram então atribuídas pontuações para cada cidade individual.
A lista torna-se um tanto repetitiva no que toca aos países mais investidos nesta área, entre eles, temos a Alemanha, Estados Unidos da América, Suécia e Canadá, cujas cidades tiveram maior prevalência entre as 100 selecionadas pela EasyPark. No que toca ao Brasil, 2 cidades brasileiras foram incluídas na lista de nomeados, nas posições 80 e 86 (São Paulo e Rio de Janeiro respetivamente). Que cidades então se encontram no topo da tabela da EasyPark?
Em primeiro lugar temos a Copenhaga, a capital da Dinamarca. Com excelente pontuação nas redes de transporte e em sustentabilidade, foi um choque obter um resultado tão abaixo da média para sistema de educação e para o número de wi-fi hotspots disponíveis pela cidade. Dinamarca conseguiu mais um lugar na tabela com a cidade Aarhus 45º lugar.
Em segundo lugar está a Singapura. Singapura conseguiu obter duas pontuações máximas nas categorias de transportes públicos e participação do público. Com uma boa média em geral, a balança descai para o lado negativo devido a uma pontuação pobre nas categorias de trânsito e energias limpas. Estocolmo, capital da Suécia, conquistou o terceiro lugar da tabela. Foi atribuída pontuação máxima à cidade na categoria de digitalização governamental e manteve uma boa média entre as outras categorias tidas em consideração, não alertando para nenhuma área que requer especial atenção. No quarto lugar temos Zurique, uma das mais importantes cidades Suíças.
Apesar de algumas más pontuações em categorias como trânsito, participação da população e velocidade de internet, o país contrabalança com edifícios inteligentes, excelentes serviços de depósito de lixo e padrões de vida, razão pelo qual obteve pontuação máxima nessas categorias. Para finalizar, em quinto lugar temos Boston, EUA. A cidade americana conseguiu obter pontuação máxima em duas categorias: educação e ecossistema de empresas. No entanto, planeamento urbano e energias limpas parecem ser as áreas que requerem mais atenção na cidade para possivelmente aumentar a sua pontuação final.
As nossas cidades vão ficando cada vez mais inteligentes, e com isso poderão melhorar a mobilidade dos seus cidadãos, bem como facilitar o seu acesso aos serviços básicos, o que trará melhorias na qualidade de vida para todos.

