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Associação precisa de ajuda para manter-se em Imbituba

Entidade de Imbituba que auxilia famílias no tratamento do autismo busca soluções para manter as portas abertas no município

Imbituba

A luta diária da servidora pública Rita Hipólito em buscar o desenvolvimento do filho Gabriel tem sido compartilhada com outras famílias que enfrentam as mesmas dificuldades: lidar com o autismo. A união dessas famílias formou a Associação dos Amigos dos Autistas de Imbituba (Amai).
A associação, que atua há mais de quatro anos no município, conta com 30 associados, e por meio de parcerias com profissionais, oferece atendimento gratuito na área de fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia e educação física. A Amai ainda é responsável por um dos principais eventos da cidade, o Recital Solidário, um evento musical único na Amurel. “Por meio da entidade conseguimos ter acesso às informações e aos serviços com o apoio dos profissionais”, relata a presidente da Amai, Rita Hipólito.
Em uma sala alugada, a diretoria da associação enfrenta dificuldades em manter os projetos no município e busca apoio da população para dar continuidade aos trabalhos. “Até maio deste ano temos recursos para manter as portas abertas, depois disso teremos que correr atrás de apoiadores”, lamenta Rita. Os interessados podem ajudar por meio de depósito bancário na Caixa Econômica Federal, agência 1075, operação 003, conta corrente 02745-2.

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Entidade luta em prol dos autistas de Imbituba – Foto: Amai/Divulgação/Portal Notisul

Autistas participam de projeto Onda Azul

Além das oficinas de teatro, música, contação de histórias e culinária, a equipe deu início ao projeto Onda Azul, que é uma terapia fora da sede aproveitando o verão ao ar livre e dentro da água, com aulas de surfe e o contato com o mar. “Os autistas se desenvolveram muito além do esperado e isso nos motiva a cada dia buscar mais”, conta Rita. As aulas ocorrem aos sábados e continuam até o final deste mês. Esse ano, a entidade pretende lutar por uma sede própria e continuar com os atendimentos. A psicóloga infantil, especializada em neuropsicologia e psicopedagogia Vanessa Dahlke contribui como voluntária na entidade. Ela afirma que os sintomas do transtorno ainda são desconhecidos e precisam ser debatidos entre a sociedade. “Acredito que muitos pais ainda desconhecem o Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas nos últimos anos, com todo o avanço na mídia, a realidade mudou e muitos pais ao perceber algo diferente no desenvolvimento do filho já vão em busca de informações e profissionais que possam ajudá-los”, explica a psicóloga.

Aulas de surfe continuam até o fim do mês – Foto: Click Sul/Divulgação/Portal Notisul

 

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