Desde que lancei a campanha do Balneário Público de Gravatal, tenho recebido diversas manifestações de solidariedade. São afagos, tapinhas nas costas. Elogios, em suma.
Os que me felicitam pertencem a dois grupos:
1) Trabalhadores, empregados, comerciárias, gente do povo, na sua justa aspiração de poderem banhar-se nas águas termo-minerais da cidade.
2) Empresários (em geral da construção civil), lojistas e comerciantes desejosos de ver a cidade se desenvolver, e assim, incrementarem seus negócios.
São dois, pois, os benefícios para os gravatalenses: benefícios na área de lazer e saúde para os moradores locais, e desenvolvimento econômico da cidade, como um todo.
Vez ou outra, eu gosto de fazer projeções para o futuro. E uma que eu faço é de como será a cara de Gravatal, cinco anos após a construção do balneário?
Eu imagino que ela será uma cidade maior, mais desenvolvida, onde serão construídos muitos hotéis e pousadas, que se tornarão viáveis, pois seus hóspedes poderão usufruir das águas termais do balneário. Vejo também um maior número de lojas, restaurantes, super-mercados (talvez um cinema), que se estabelecerão para atender a demanda turística.
E, nos fins de semana, vejo também as comerciárias, trabalhadores, moradores locais, que trabalham toda a semana, irem com suas famílias em direção às piscinas e banheiras com a miraculosa água de Gravatal, afim de se refrescarem.
Nesta hora, gostaria de fazer um desafio aos leitores. Eu tenho afirmado que acontecerão dois tipos de benefícios. Será que eu não percebo que o Balneário Público possa acarretar algum malefício à cidade? Qual seria ele?
Se alguém tem alguma idéia faça o favor de me transmitir. Prometo que vou estudar o assunto e, se me convencer, abandono minha campanha em prol do balneário, e volto a escrever livros, dar palestras a escolares, e promover mais concursos literários.

