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Barco pode ser retirado ainda neste ano

Uma série de reuniões deve ocorrer nos próximos dias -  Foto:Marco Bocão/Prefeitura de Laguna/Divulgação/Notisul
Uma série de reuniões deve ocorrer nos próximos dias - Foto:Marco Bocão/Prefeitura de Laguna/Divulgação/Notisul

Laguna

Há 17 anos, o barco pesqueiro Corintha-Tramandaí encalhou na Praia do Mar Grosso, na localidade dos Molhes da Barra. Desde o fato, surfistas, pescadores, ambientalistas e frequentadores do local têm pedido pela retirada dos destroços. Uma reunião foi realizada no gabinete do prefeito Everaldo dos Santos, com intuito de definir uma estratégia para a realização da obra. Além do perigo, as ferragens alteraram a correnteza e o banco prejudica a formação das ondas.
 
Para a realização da obra serão necessários alguns trâmites legais. De acordo com Everaldo, essa será a primeira de outras reuniões. “Precisamos fazer tudo de forma certa e calculada. Ainda faltam documentações e requisitos da parte da Marinha, da Polícia Militar Ambiental (PMA) e também do Ministério Público. A próxima reunião será realizada com a promotoria federal, para que eles possam entrar na ação da retirada do barco”, adianta o prefeito. 
 
O delegado da capitania dos Portos de Laguna, Francisco de Assis, reflete que a preocupação da Marinha é grande. “Há oito meses, quando cheguei na cidade, o barco já me preocupava. Para que a obra seja realizada, vamos precisar realizar toda a documentação legal. Proponho-me a enviar um expediente mostrando o posicionamento e as exigências da Marinha perante a realização da retirada”, afirma. 
 
Por trazer grandes riscos à natureza, o comandante da PMA, Jeffer Fernandes, destaca que a lei é positiva à obra. “Não vejo qualquer situação dentro da norma ambiental que não seja positiva à retirada da embarcação. Precisamos realizar a documentação necessária para legalizar o processo dentro do ambiente marítimo”.
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