O medo do confronto
Por que alguns candidatos estão fugindo dos debates? Seja no campo dos presidenciáveis, dos candidatos aos governos estaduais ou ao Senado, muitos preferem evitar o confronto direto quando ocupam uma posição confortável nas pesquisas. A estratégia é simples: quem está na frente acredita que tem mais a perder do que a ganhar.
No debate, a flecha é atirada
No debate, porém, não há discurso completamente controlado, edição de vídeo ou equipe de assessoria para corrigir uma resposta mal formulada. É justamente ali que o eleitor consegue avaliar o preparo, o equilíbrio e a capacidade do candidato de enfrentar perguntas difíceis para descobrir quem realmente está mais preparado.
Faltar a um debate é péssimo
Faltar a um confronto direto pode ser uma decisão estratégica, mas também transmite uma mensagem clara ao eleitor. Quem pretende governar ou representar milhões de pessoas precisa estar disposto a explicar suas propostas, responder a críticas e debater ideias divergentes.
Afinal, o que se aprende em um debate?
Debates não servem apenas para criar embates ou frases de efeito: eles permitem comparar projetos e conhecer melhor quem busca o voto. Quando um candidato foge desse espaço, evita o adversário, mas também deixa de prestar contas à sociedade. Em uma democracia, o silêncio calculado também deve ser avaliado pelo eleitor, que poderá tirar suas próprias conclusões e mudar a direção do seu voto.

Por que o eleitor anda distante?
A segunda semana de campanha eleitoral passou quase despercebida para boa parte da população — mas não para os candidatos. Enquanto eles intensificam agendas, discursos e publicações nas redes sociais, o eleitor parece mais preocupado com o custo de vida, o emprego, a saúde e os problemas do cotidiano.
Mas quando o cidadão perceber que o seu voto pode mudar muitas coisas, poderá ser tarde demais. Aí, não adianta chorar pelo leite derramado.
Distanciamento ou indiferença?
Ainda é cedo para classificar esse comportamento como um desinteresse definitivo, embora alguns pensem assim. Neste momento, a menos de 40 dias do pleito, percebemos que existe mais distanciamento do que indiferença: muita gente sabe que haverá eleição, mas ainda não sente que a disputa começou de verdade. Quando notar, poderá escolher errado. Essa é a pura verdade.
A conta da desgraça
Na minha opinião, essa aparente indiferença também revela um profundo cansaço com a política. O eleitor já ouviu muitas promessas e assistiu a confrontos que pouco contribuíram para resolver seus problemas reais.
Por isso, parte da população prefere não se envolver agora e deixa a decisão para a véspera da votação — e o resultado poderá apresentar uma conta nada interessante para o nosso futuro.
O eleitor é livre
Esse silêncio, porém, não significa necessariamente falta de opinião. Pode ser uma forma de desconfiança e até de protesto. O desafio dos candidatos será transformar propaganda em credibilidade e apresentar propostas que façam sentido na vida real.
Menos candidatos nesta eleição
Não existe uma causa única para esse fenômeno. A redução no número de candidaturas está ligada principalmente às federações partidárias, às fusões entre siglas e ao endurecimento da cláusula de desempenho, que incentiva os partidos a concentrarem recursos em nomes considerados mais competitivos.
Em Santa Catarina, por exemplo, são 408 candidatos a deputado estadual em 2026, contra 617 em 2022 — uma queda de 33,87%. Podemos entender que, daqui para a frente, teremos menos postulantes nos próximos pleitos, até porque percebe-se a presença de nomes lançados apenas para preencher espaço, sem compromisso real com a população.
A redução em SC
Santa Catarina registrou uma redução expressiva no número de candidatos a deputado estadual. Dez dos 21 partidos com candidaturas à Alesc estão reunidos em cinco federações e, para a composição das nominatas, cada federação funciona como uma única legenda.
Com menos partidos atuando isoladamente, diminui também o espaço disponível para o lançamento de candidaturas. Trata-se de um dado verdadeiro e bastante relevante.
Cláusula de desempenho eleitoral
Os partidos estão mais seletivos. Outro fator decisivo é o endurecimento da cláusula de desempenho, ponto ao qual pouca gente tem dado a devida atenção.
A cláusula de desempenho pressiona as legendas a obterem mais votos e elegerem bancadas maiores para manterem o acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda na TV e no rádio. Por isso, nem todo gato é pardo em uma eleição: há gato que nem cor tem, mas está lá disputando.
Selecionar é a saída
Com essa exigência, as legendas passaram a selecionar melhor seus quadros e a concentrar recursos naqueles com maior potencial eleitoral. Se, por um lado, a redução evita candidaturas lançadas apenas para “cumprir tabela”, por outro traz um risco evidente: diminuir o espaço para novos nomes e favorecer quem já possui mandato, estrutura política e maior acesso aos recursos de campanha.
Entendo que nenhuma reforma eleitoral vá resolver esse problema por completo. Afinal, ninguém vai votar contra a própria prática.
É difícil conquistar uma vaga
O eleitor terá menos opções, embora ainda existam mais de dez candidatos por vaga. Pensando em Santa Catarina, cuja Assembleia Legislativa conta com 40 deputados, a disputa lembra muito um vestibular concorrido. Se temos cerca de 400 candidatos para 40 vagas, faça você mesmo os cálculos: é difícil, mas ninguém desiste.
Destaque da coluna
O leitor e amigo engenheiro Rogério Bardini (D) está participando de um encontro importante hoje, em Florianópolis, voltado aos municípios que possuem recursos destinados a obras de macrodrenagem. Da região da Amurel, apenas Imbituba foi agraciada, após apresentar um projeto que tramitava há mais de dez anos. O Engenheiro Rogério é o responsável pela análise da macrodrenagem de Imbituba, obra avaliada em R$ 16 milhões.
Por que estão evitando a Amurel?
É de se estranhar que, nos últimos 50 dias, nenhum candidato ao Governo do Estado ou ao Senado Federal tenha visitado a região da Amurel. Todos passam pela BR-101, mas não entram na região. O destino de quase 100% deles tem sido a cidade de Criciúma. Estranho, muito estranho esse cenário.
Lançamento
A coligação formada por PSD, MDB, PP e União Brasil convida para o lançamento oficial da campanha do ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), ao Governo de Santa Catarina. A largada do número 55 será nas ruas, partindo de frente à prefeitura de Chapecó no sábado, a partir das 10h.
Estarão presentes o candidato a vice-governador, Carlos Chiodini (MDB), além de Antídio Lunelli (MDB), Esperidião Amin (PP) e lideranças regionais de todas as siglas que compõem a aliança.
Outros lançamentos
Até o momento, não temos informações sobre o lançamento oficial de outras chapas pelo interior do Estado. Jorginho Mello (PL) já fez, Gelson Merisio (PSB) já fez e João Rodrigues (PSD) está fazendo. Mas todos podem fazer novos atos ao longo da jornada. Faz parte do jogo.
Agenda dos candidatos
Apenas para lembrar: este espaço permanece aberto a todos os candidatos que enviarem à coluna registros das ações e agendas realizadas ao longo da semana.
Giro pelas campanhas
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Adesivaço em Pescaria Brava
Reprodução Notisul O candidato a deputado estadual Delegado Ulisses (PL) promove no sábado (22/08) um “Adesivaço” em Pescaria Brava. A mobilização ocorre das 8h22 às 14h22, no pátio do Posto Della Giustina, na localidade de Santiago.
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Cesar Damiani (NOVO)
Hora de conversar “tête-à-tête”! Cesar Damiani, candidato a deputado estadual, em momento de diálogo direto com a comunidade.
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Carlos Moisés (União Brasil)
Mais próximo, impossível. Uma rápida pausa na intensa agenda de campanha para registrar um momento especial. O ex-governador Carlos Moisés é candidato a deputado federal.
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João Marcelo (MDB)
Candidato a deputado federal pelo MDB, João Marcelo foi para o semáforo entregar panfletos e se apresentar pessoalmente ao eleitorado.
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Leatrice Bez (MDB)
Com um pé na estrada e dialogando diretamente com os eleitores. Não tem tempo ruim: o foco é pedir o voto. Leatrice Bez (MDB) é candidata a deputada estadual.
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Jorge Koch (MDB)
FOTO Divulgação Notisul O candidato Jorge Koch (MDB) não para. Ele está percorrendo várias regiões do Estado ao lado do deputado Volney Weber (MDB), seu padrinho nesta eleição. A caravana tem percorrido os quatro cantos de Santa Catarina, registrando uma semana altamente produtiva no Oeste catarinense.
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Expedito Michels (Republicanos)
Professor e presidente da Univinte, o candidato a deputado estadual pelo Republicanos, Expedito tenta fazer a diferença nesta eleição. Trabalho não vai faltar para conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
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Beto Kuerten (PSD)
Beto trabalha num ritmo intenso junto ao PSD, dentro do planejamento estratégico da sua campanha. Em Tubarão, realizou uma grande e produtiva reunião nesta semana.
- Adesivaço Pepê Collaço (PP)
O deputado estadual Pepê Collaço, candidato à reeleição, realiza neste sábado (22/08) um “Adesivaço” em Tubarão. A mobilização ocorre das 10h às 15h no Comitê Central da campanha, no Revoredo, onde apoiadores poderão adesivar seus veículos.
A coluna reafirma que as agendas acima são enviadas diretamente pelas assessorias e pelos próprios candidatos, sendo publicadas à medida do possível. Espaço totalmente aberto aos demais concorrentes.