Zahyra Mattar
Tubarão
Lembra da Beatriz Demétrio Oliveira? Ela tem três anos, mora no bairro Recife, em Tubarão, e sofre de uma doença chamada talassemia major. A doença é um tipo de anemia muito profunda e, no caso dela, somente poderá ser curada com um transplante de medula.
Enquanto ainda não aparece alguém compatível, Bia segue firme e forte o tratamento. O desafio da pequena garotinha que tem o sonho de, um dia, poder ir à escola, é conseguir recursos para fazer um PET-CT.
O problema é que o exame é caro. Custa cerca de R$ 3,5 mil e é realizado somente em Florianópolis, em rede particular. O PET faz uma espécie de escaneamento de todo o corpo. O resultado mostrará se a doença avançou.
O baço da Bia, que é o órgão responsável pelo controle, armazenamento e destruição de células sanguínea, parou de funcionar. O exame serve diagnosticar se outros órgão foram afetados.
Em caso positivo, o tratamento da pequeno será mudado, para que ela continue a ter chance de aguardar por um doador.
“Como o SUS não fornece este tipo de exame, entrei com o pedido judicial, que é demorado. Temos 30 dias para fazer o PET, senão temos que ter outra requisição, o que leva ainda mais tempo. Corremos contra o relógio. Não tenho condições de arcar com este custo”, lamenta a mãe de Bia, Daniela Alves Demétrio.
Serviço
Quem puder ajudar a Bia a conseguir a quantia necessária para o exame PET-CT, pode depositar qualquer valor na conta 139693-8, agência 0425, operação 013, da Caixa Econômica Federal, no nome de Daniela Demétrio (mãe de Beatriz). Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone 9122-6303.
Quem não tem dinheiro, também pode ajudar
Diagnostica com talassemia major aos oito meses, Beatriz Demétrio Oliveira tem uma série de limitações por conta da doença. Por ter a imunidade baixa, tudo é restrito. Tomar um simples sorvete pode trazer consequência graves.
Assim que saiu o diagnóstico, conta a mãe, a menina começou um tratamento com quimioterapia e transfusões. Existia a possibilidade da doença estacionar e ser controlada. Mas, infelizmente, não foi isso que ocorreu com Bia.
A talassemia major atinge três órgãos vitais: baço, fígado e coração. Sua única chance de crescer saudável é o transplante de medula. Todos na família de Bia fizeram o teste, mas ninguém pode ser o anjinho salvador da menina.
Mas quem sabe você possa! O teste é simples e indolor (é só um pique para coletar 5 ml de sangue). Em caso de compatibilidade, o próprio Hemosc entra em contato para convidar à boa ação.
“O transplante é o único meio que tenho para realizar o maior sonho da Bia: ir para a escola. Ela não pode frequentar lugares com muitas pessoas em virtude da doença. Quem tiver disponibilidade, imploro para que faça o teste em nome dela”, clama a mãe, Daniela Alves Demétrio.
Saiba como fazer o teste na região
Os riscos para o doador de medula são poucos e relacionados a um procedimento que necessita de anestesia. Todos os testes são feitos antecipadamente e tudo é muito confiável. Não existe custo nenhum. Tudo é bancado pelo sistema público de saúde.
O procedimento é simples e a recuperação instantânea. Não é necessária internação. É retirada do doador a quantidade de medula óssea necessária (menos de 15%). Dentro de poucas semanas, o próprio organismo repõe o que foi removido.
Na região, quem puder e tiver disponibilidade em ajudar pode efetuar o teste no Hemosc em Criciúma ou na unidade de coleta em Tubarão. Na Cidade Azul, o local fica na rua Santos Dumontt, no centro da cidade (é a rua lateral da sede da Celesc). O telefone para sanar qualquer dúvida é o 3621-2405. A unidade funciona das 7h30min às 12h30min.
Atualize os seus dados
Para quem já fez doação de sangue para fazer parte do banco de medula do Brasil, fica a dica mais importante: entre em contato com qualquer unidade do Hemosc no estado para atualizar o seu cadastro. Em muitos os casos, o banco de dados aponta que doador compatível, mas o problema é encontrar as pessoas cadastradas. Atualmente, em Santa Catarina, existem 38 pessoas na fila, à espera de uma medula compatível para a realização do transplante. Quem não puder ajudar Beatriz pode dar esperança de vida para uma destas pessoas!

