Tubarão
O próximo ano promete ser desafiador para muitos gestores municipais. As prefeituras que não forem governadas com um bom planejamento, correm o risco de não serem capazes nem mesmo de ofertar os serviços básicos para a população.
Na região, Imbituba e Treze de Maio merecem destaque neste sentido. As duas cidades fecharão o ano no azul. O segredo? Planejamento e cautela na aplicação da verba pública. Imbituba atuou com uma “poupança” para crises, e Treze de Maio conseguiu enxugar a máquina pública e aumentar a arrecadação.
Em Imbituba, o prefeito José Roberto Martins, o Beto (PSDB), optou por reservar parte dos recursos para enfrentar crises e outras situações inesperadas, como eventos naturais, por exemplo. “Costumamos terminar os meses com superávit. A baixa do Fundo de Participação dos Município não será sentida porque nos preparamos para situações como esta. Vamos fechar 2012 com as contas em dia e reserva em caixa, o que dará tranquilidade para a próxima gestão”, detalha Beto.
Já em Treze de Maio, o prefeito Arilton Francisconi Cândido, o Xela (PP), implantou um modelo de governo econômico. “Conseguimos enxugar a máquina pública sem perder em qualidade de atendimento à população. Hoje a prefeitura tem apenas cinco secretarias. Com uma folha de pagamento enxuta e com o pagamento de fornecedores em dia, conseguimos ampliar a arrecadação e melhorar a receita da prefeitura. O próximo gestor receberá a prefeitura sem dívidas e com dinheiro em caixa”, assegura Xela.

Xela, prefeito de Treze de Maio, vai entregar passar a gestão com as contas em dia e dinheiro em caixa.
Boa gestão em Treze de Maio
Quando assumiu a prefeitura de Treze de Maio, Arilton Francisconi Cândido, o Xela (PP), deparou-se com uma dívida quatro vezes maior do que a arrecadação da época. Hoje com as contas em dia, o município consegui ampliar o caixa: a prefeitura arrecada uma média de R$ 1 milhão mensalmente.
“Nossa equipe conseguiu trabalhar de maneira firme. Ainda temos dois meses e meio, por isso não é possível saber quanto realmente deve ficar para o prefeito eleito. Mas posso assegurar que será, no mínimo, 50% da arrecadação mensal do município”, antecipa o prefeito.
Defesa da região em Brasília
O deputado estadual Joares Ponticelli (PP) comprou a briga dos municípios, literalmente. Presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos estaduais (Unale), Ponticelli lidera um movimento pela renegociação da dívida dos estados e municípios. Segundo o deputado, os juros das dívidas das cidades e das unidades da federação são impagáveis.
“Não podemos continuar a assistir a esse sangramento dos cofres públicos por conta de uma dívida que foi rolada em 1998, quando a realidade econômica do Brasil era outra. Saíamos de uma inflação de mais de 10% ao mês”, critica o deputado. Outra ação que Ponticelli defende é a revisão da arrecadação. O bolo deve ser melhor dividido, avalia o parlamentar.
“A ação continuada que desejamos é a revisão do Pacto Federativo, que concentra 70% do que é arrecadado na União. Com apenas 30% da arrecadação, estados e municípios veem seus orçamentos cada vez menores por conta de responsabilidades e de um ônus cada vez maior”, salienta.

Crítica ao Governo Federal
O prefeito de Imbituba, José Roberto Martins, o Beto (PSDB), critica as ações do governo federal em relação aos repasses para os municípios. “A União faz projetos bonitos no papel, entra com uma mesada e deixa toda a ação por conta dos municípios. Não há dinheiro suficiente para realizar tantos programas federais. É necessária uma reforma tributária no país e na forma como é realizado o repasse dos recursos aos municípios. O dinheiro vai para Brasília, mas os problemas estão nas cidades. Se as prefeituras recebessem 2% do que é arrecadado, seria possível melhorar significativamente a qualidade de vida das pessoas”, avalia o prefeito.

Prevenido para o futuro, o prefeito de Imbituba, José Roberto Martins, o Beto (PSDB), criou uma espécie de poupança para que o município consiga passar pela crise sem perder o poder de investimento.

