Jailson Vieira
Tubarão
Próximo a mais um Dia do Trabalho, que será lembrado neste domingo, a população brasileira não tem muitos motivos para comemorar. O desemprego tem aumentado nos últimos meses e as previsões para este ano não são animadoras. O número de pessoas sem ocupação formal já ultrapassa os dez milhões.
O autônomo Marcos Roberto Vieira, 47 anos, que nasceu em São Paulo e há dois anos mora em Tubarão, destaca que faz 15 anos que está fora do mercado formal de trabalho. “Os vencimentos têm sido muito baixos. Já desempenhei algumas funções na área elétrica e em marcenaria, mas não via melhoras financeiras. Desde 2001 trabalho por conta própria, vendo acessórios para carros. Tenho para pagar as contas de casa e viver. Não é muito, mas minha família tem sobrevivido desta forma”, expõe.
Marcos salienta que veio morar em Tubarão por ser uma cidade tranquila para criar os filhos, ter parentes que residem no município há mais de 30 anos e pelas inúmeras condições que Santa Catarina oferece à população.
Conforme Diego Lidionis de Campos, 24 anos, natural de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, a situação no mercado de trabalho no país não é das melhores, porém com muita luta e procura sempre se consegue uma ocupação.
“Moro há dois meses na Cidade Azul e fiquei apenas uma semana desempregado. Por mais que esteja difícil temos que cavar e encontrar uma ocupação, e consegui como pedreiro em uma construtora. Tenho um filho de 10 anos e uma noiva que dependem de mim. Trabalho desde os 15 anos e já fiz um pouco de tudo, o que não posso é ficar parado. Faça chuva ou sol tenho que garantir o sustento dos meus”.
Quando começou a ser lembrado
O primeiro dia do mês de maio é considerado feriado em alguns países. No Brasil, o feriado começou por causa da influência de imigrantes europeus, que a partir de 1917 resolveram parar o trabalho para reivindicar direitos. Em 1924, o presidente Artur Bernardes decretou feriado oficial.

