Início Geral Brasileiros em vídeo podem responder por crimes na Rússia

Brasileiros em vídeo podem responder por crimes na Rússia

Os torcedores brasileiros que ensinam uma mulher russa a falar  uma frase em tom vulgar, na Rússia, e aparecem em um vídeo que tem se propagado pelas mídias sociais podem responder na Justiça do país europeu.

Isso porque a ativista russa Alyona Popova fez uma denúncia e, por meio de uma petição, alegou que houve violência, humilhação pública à honra e à dignidade a outra pessoa. O Ministério de Assuntos Interiores do país deve começar a investigar o caso com base no documento e nos relatos já publicados pela imprensa.

Alyona Popova criou o abaixo-assinado para responsabilizar os brasileiros no vídeo, e endereçou ao Ministério do Interior e à Embaixada do Brasil na Rússia. Até o início da tarde desta quarta-feira (20), cerca de 2.500 pessoas tinham assinado o requerimento. 

De acordo com o documento, as punições para os ofensores podem variar de multa à restrições de circulação na Rússia. Eles também podem responder pelo delito de “humilhação da honra e dignidade de outra pessoa, expressa de forma indecorosa, implica a imposição de uma multa administrativa aos cidadãos no valor de mil a três mil rublos, ou levados à responsabilidade sob a Parte 1. 20.1 do Código Administrativo da Federação Russa (pequeno vandalismo), isto é, por violação da ordem pública, expressando óbvio desrespeito à sociedade, acompanhado de linguagem obscena em locais públicos, insultando o assédio dos cidadãos”.

“Acreditamos que os cidadãos estrangeiros presentes no vídeo devem se desculpar publicamente tanto para a mulher quanto a todos os cidadãos russos pelo machismo, desrespeito às leis da Federação Russa, desrespeito aos cidadãos russos, insultos e humilhação da honra e dignidade de um grupo”, escreveu Popova na petição publicada no site “Change.org”. 

Aos menos três brasileiros já foram identificados no vídeo. Entre eles está o advogado Diego Valença Jatobá, o tenente da Polícia Militar de Santa Catarina Eduardo Nunes, além do engenheiro Luciano Gil. 

Sair da versão mobile