Tubarão
A velha problemática que envolve os nômades em Tubarão voltou a ser discutida esta semana pela administração municipal. Coincidentemente, nesta sexta-feira, a Polícia Militar foi acionada em função de tumultos provocados pelo grupo.
A ocorrência teve início na rua Vidal Ramos, no centro, quando um deles estacionou seu carro, um Ford Royale, em local proibido, de carga e descarga. O veículo foi removido. No local, havia cerca de 15 pessoas pertencentes ao grupo. Houve uma briga entre eles e também com a Polícia Militar.
O grupo foi levado pelas viaturas para o terreno onde está acampado, perto da rodoviário, no bairro Humaitá. Segundo a PM, alguns estavam visivelmente embriagados. As guarnições se retiraram e a confusão continuou.
Informações extraoficiais apontam que as ciganas estariam ‘batendo boca’ e que panelas chegaram a ser lançadas. Um deles jogou uma pedra no vidro de um ônibus.
Há muitos anos, a presença dos nômades gera reclamações. Questões como falta de higiene e limpeza, perturbação de sossego e as abordagens às pessoas com pedidos são levantadas.
Como funciona a fiscalização nos terrenos?
A secretária de assistência social da prefeitura de Tubarão, Jane Dal Bó Falchetti, informou que todos os procedimentos sociais foram realizados com o grupo de nômades desde que retornou à cidade. Sobre o terreno em que estão acampados, não há o que a administração possa fazer, pois o proprietário autorizou provisoriamente a permanência do grupo.
O dono somente é orientado a cercar um terreno caso o local ofereça riscos à população. Dessa forma, recebe uma notificação para tomar as providências. Se ocorrer algum incidente e a norma não foi cumprida, então poderá responder judicialmente por não ter obedecido a notificação. Em casos de invasão a terrenos públicos, o procedimento é ajuizar ação de reintegração de posse.

