Início Opinião Cadeia (e devolução do dinheiro) também para os incompetentes

Cadeia (e devolução do dinheiro) também para os incompetentes

E  m “Petrolão: Cadeia e devolução total do dinheiro roubado”, publicado neste espaço, afirmei, entre outras coisas, que “a gestão político-administrativa do Brasil, salvo exceções, está apodrecida pela roubalheira e pela incompetência”.

E que “se o Brasil deseja ser e parecer um país sério ou uma pátria educadora – pelo exemplo – como enunciou a presidente no discurso da segunda posse – condições para ser justo e próspero – o desfecho do Petrolão deve ser a prisão de todos os comprovadamente ladrões e beneficiados pelo furto, com devolução total, aos cofres públicos, do dinheiro roubado”.

Retomo, para opinar, que os incompetentes também deveriam ser presos e devolver o dinheiro público desperdiçado. Eles contribuem, muito mais que os outros ladrões, para que “o dinheiro dos cinco meses de trabalho por ano, de cada brasileiro, drenado via impostos – que deveria ir para saúde, educação, segurança, infraestrutura e outros – seja consumido sem proveito”. 

Foi o que demonstrou o balanço auditado da Petrobras, em abril deste ano. O rombo maior não foi da roubalheira (R$ 6 bilhões), como se imaginava, mas dos erros nos projetos, nos planejamentos e na ineficiência na condução destes (R$ 44 bilhões).
É o que ocorre com todo serviço público que demora uma eternidade para começar. Que termina muito depois do prazo previsto ou com preço muito acima do necessário e/ou com qualidade inferior ao definido no projeto (que logo precisa de mais gastos com reparos). Que poderia ter sido feito de outra forma ou noutro lugar para melhor atender à população. Ou cujo projeto foi superdimensionado apenas para fazer caixa de campanha. 

Nos casos de incapacidade e rapinagem juntas, a penalidade deveria ser dobrada, porque o prejuízo para sociedade também o é: privação dos serviços essenciais e eleição de nulidades que se tornam autoridades com votos comprados pelo dinheiro púbico rapinado. 

Este grupo está bem representado pelo ex-ministro das minas e energia, Edison Lobão: não tem formação para a área, mas sabe perfeitamente – como denunciou a Operação Lava Jato – burlar licitação para impedir a concorrência, aumentar abusivamente o preço das obras e, para quem entregar a propina que vai reeleger os que vão prosseguir saqueando o povo. Por isto, o Brasil vive às voltas com apagões energéticos e em outras áreas. 

Colocar a pessoa certa no lugar certo e zelar pelo bom uso do dinheiro público evita estes prejuízos. Na presidência da Câmara de Vereadores de Tubarão, decidíamos, mensalmente, com todos os funcionários, as ações para economizar energia, água, papel, etc. Fomos, de longe, a gestão que menos gastou com diárias e mais devolveu, proporcionalmente, dinheiro para o poder executivo. Na gerência de educação, nenhuma obra de manutenção, reforma ou construção de escola extrapolou o projeto.    

Mas é fundamental lembrar que tudo inicia e pode terminar na eleição. Os ladrões e os incompetentes mencionados são indicados pelos eleitos. O eleitor decide.

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