Andréa Raupp Alves
Grão-Pará
Em menos de uma semana, três cães foram envenenados no Centro de Grão-Pará. A população está em alerta e com medo que alguma criança venha a ingerir o veneno.
A matança de cães ocorreu em um raio de 200 metros, nas proximidades da prefeitura. Conforme os moradores, em todos os casos foram registrados os mesmos sintomas nos animais: babam muito, tossem e agonizam até a morte.
Segundo o chefe de gabinete da prefeitura de Grão-Pará, Rodolfo Bonetti – que presenciou a morte de um cão, ontem pela manhã -, nesta época as crianças estão de férias e o passatempo deste período são as típicas brincadeiras em frente às casas. “O veneno é jogado com comida, para atrair os animais. Uma destas crianças poderá tocar no veneno e levar a mão na boca, ingerindo o veneno”, alerta.
A Polícia Civil investiga as denúncias. Segundo o delegado da Central de Plantão Policial de Tubarão, César Augusto Renayud, caso seja descoberto o infrator, ele responderá a um termo circunstanciado por maus tratos a animais, de acordo com a Lei n° 24.645. “Se for condenado, poderá pagar a pena com cestas básicas ou prestação de serviço. Mas, se alguma criança ingerir o veneno e morrer, a situação é outra”, afirma. Conforme o delegado, se uma criança morrer, o infrator responderá por homicídio culposo com dolo eventual.
Cadelinha morre depois de ser atropelada
A última quinta-feira foi de sofrimento para uma cadelinha vira-lata que atravessa a avenida Expedicionário José Pedro Coelho, no bairro Revoredo, em Tubarão, por volta das 11 horas. Após ser atropelada por um caminhão, ela refugiou-se no canto da parede de um estabelecimento à espera de socorro.
Com fratura exposta em uma das pernas e perdendo muito sangue, a cadelinha prenha agonizava, enquanto formigas cobriam o ferimento. A agonia do animal compadeceu a dona de casa Maria de Lourdes Correa. Em busca de ajuda, ligou para todos os órgãos competentes possíveis, a fim de salvar a vida da cadelinha. “Liguei para Corpo de Bombeiros, prefeitura, tudo que possa imaginar. Todos disseram que não poderiam socorrê-la. Fiquei angustiada de ver o sofrimento”, lamenta.
O socorro chegou quase três horas depois, com o veterinário Márcio Freccia. Ele atendeu ao pedido do presidente da ONG Movimenta Cão, Francisco Beltrame. Apesar de todo esforço, a cadela não resistiu os ferimentos e morreu, no fim da tarde.

