Tubarão
Com o tema Economia e Vida, a Campanha da Fraternidade deste ano promovida pelo Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), lança um questionamento ao capitalismo e incentiva a economia igualitária. Em Tubarão, uma missa de celebração na Catedral, ontem, marcou o lançamento oficial da campanha.
“O governo sempre favoreceu a elite. Nossa meta é incentivar a economia solidária, a caridade, e usar o tempo de quaresma para a conscientização e reflexão do assunto”, explica o administrador da diocese, padre Nilo Buss. O lema deste ano Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro, foi retirado do evangelho de São Mateus e serve como um grito em favor dos excluídos.
“Temos que conscientizar a população de que a vida está em primeiro lugar e não o dinheiro, que também podemos dividir o que temos com os menos favorecidos”, pede o padre.
Em caráter ecumênico, a campanha deste ano reúne também a igreja episcopal anglicana do Brasil, a igreja evangélica confissão luterana no Brasil, a igreja sirian ortodoxa de antioquia e a igreja presbiteriana unida do Brasil. Até o lançamento da próxima campanha, em 2011, serão realizadas reflexões, debates, palestras, leituras bíblicas e iniciativas particulares, comunitárias e eclesiásticas sobre o tema.
Economia Solidária
A Campanha da Fraternidade deste ano é uma espécie de reforço para os projetos da Cáritas Diocesana de Tubarão. No dia 28 do próximo mês, uma coleta com envelopes será realizada nas celebrações nas igrejas católicas de Tubarão. Cada fiel poderá depositar o valor que desejar para apoiar o projeto Economia Solidária, coordenado pelo padre Ângelo Bússolo. O objetivo é mostra uma forma diferente de negócio. “É uma alternativa ao capitalismo. As pessoas são donas do próprio empreendimento e os lucros e despesas são divididos”, explica o padre.
O programa de geração e renda já é desenvolvido na região e o resultado positivo começa a aparecer. Em Laguna, um grupo adquiriu equipamentos por meio do projeto, e atuam no corte de grama, pinturas de residência e outras atividades. Outra alternativa sugerida pela Cáritras é a fabricação de polpas de frutas, devolvida por mulheres de Laguna, e a venda de óleo de caramona e de outras plantas para perfumarias e fins medicinais.
A comunidade que investe no negócio recebe o capital. Após um ano de carência, começam a pagar o financiamento pelos próximos três anos. “O recurso que retorna é utilizado para auxiliar outros empreendimentos na região e assim por dia”, ressalta padre Ângelo.

