Lily Farias
Tubarão
O público lotou o Espaço Integrado de Artes da Unisul, em Tubarão, ontem, no primeiro debate com os candidatos à prefeitura da Cidade Azul, promovido pela Associação dos Profissionais de Imprensa (Apit). Olavio Falchetti (PT), Edinho Bez (PMDB), Pepê Collaço (PSD) e Carlos Stüpp (PSDB) responderam as perguntas feitas pelos profissionais da imprensa local, por representantes do Sindicato dos Professores e Auxiliares em Administração Escolar de Tubarão (Sinpaeet), do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Municipal (Sintermut) e da plateia.
Mediado pelo jornalista Ronaldo Sant’Anna, o debate foi dividido em quatro blocos. No primeiro, os quatro candidatos responderam a uma mesma pergunta. No segundo, foi a vez de darem resposta aos questionamentos feitos pelas entidades. O penúltimo bloco foi destinado às perguntas do público e, por último, eles puderem questionar uns aos outros.
O público depositou suas perguntas em uma urna. Em seguida, a organização do evento, juntamente com os assessores dos candidatos, selecionou 20 questões, das quais quatro foram sorteadas. Cada concorrente respondeu uma. A noite foi encerrada com a palavra final dos candidatos a prefeito de Tubarão.
“Estou muito feliz com a qualidade do debate. Foram feitas perguntas inteligentes e, o mais importante, todos responderam bem, sem atritos entre eles. Acaloradas mesmo estavam as torcidas. Mas foi muito saudável. Respeitaram o momento de cada candidato. É o que importa”, valoriza o presidente da Apit, jornalista Henrique Bueno.
Torcidas dos candidatos esquentam o debate
Para controlar os ânimos da plateia, que estava a ‘mil por hora no primeiro debate com os candidatos à prefeitura da Cidade Azul, promovido pela Associação dos Profissionais de Imprensa (Apit), algumas regras, como respeitar o tempo dos candidatos, foram estipuladas.
Diante da pacificidade do público, a psicóloga Patrícia Pozza percebeu o quanto as pessoas estão maduras para participar de um evento deste porte. “É legal ver as pessoas manifestarem o seu interesse pela política”, avaliou.
Abrir espaço para perguntas do público foi uma ação arriscada para a Apit, analisa o empresário Jefferson Brunato. “O medo era que as pessoas se exaltassem, mas correu com tranquilidade”, afirmou.

