Início Geral Casa da mãe Joana: operação completa 3 anos nesta sexta-feira

Casa da mãe Joana: operação completa 3 anos nesta sexta-feira

Capivari de Baixo

A Operação Casa da Mãe Joana, deflagrada na Câmara de Vereadores, em Capivari de Baixo no dia 6 de dezembro de 2016, completa três anos, nesta sexta-feira (6). Passados mais de 1095 dias, ainda não teve nenhuma condenação. Para encerrar a fase das oitivas apenas uma pessoa ainda não testemunhou sobre o caso. Após ouvir a última testemunha, abre-se o prazo para as alegações finais, que terá início pela acusação, ou seja, Ministério Público (MP) e depois para a defesa (prazo de 15 dias) e por fim, a sentença.

Na época, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e o Ministério Público do município realizaram sete mandados de prisão temporária. Entre os envolvidos estavam os legisladores: Jean Corrêa Rodrigues (PSDB), Ismael Martins (PP), Edison Cardoso Duarte (MDB), Fernando Oliveira da Silva (PSB) e os ex-vereadores:  Jonas Machado dos Santos PMDB), Arleis Flávio Nunes Ribeiro (PSDB) e Manoel da Silva Guimarães, o Farinheira, (PT). Na ocasião Farinheira não chegou a ser levado para o presídio por colaborar com a investigação.

A casa da mãe Joana resultou na maior operação contra a corrupção deflagrada em Capivari de Baixo. O MP sustenta desde 2016, que os envolvidos cometeram diversos atos ilícitos como: associação criminosa, peculato, corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistemas de informação e concussão. Os parlamentares tiveram denúncia criminal oferecida pela promotoria, que foi aceito pelo juízo da comarca da cidade termelétrica. Além dos parlamentares e ex-parlamentares, oito servidores da casa também respondem pelo crime.

A expectativa dos moradores e do MP é que até o próximo ano se tenha as sentenças. São mais de 10 mil páginas no processo. A operação foi deflagrada no dia 6 de dezembro de 2016, porém as investigações iniciaram em julho daquele ano. Foram apurados indícios de que vereadores exigiam, mensalmente, parte do salário dos seus assessores, ocupantes de cargo em comissão. Alguns desses servidores nem exerciam efetivamente trabalho na Câmara de Vereadores. E o pior: desenvolveriam atividades particulares no horário em que deveriam prestar serviço no poder legislativo de Capivari de Baixo.

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