Cíntia Abreu
Tubarão
Os 170 cães das cuidadoras Maria Mendes e Juliana Rodrigues Machado estão abrigados em um viveiro providenciado pela prefeitura, depois de semanas de campanha realizada por elas, pela sociedade e pela ONG Movimenta-Cão, em busca de um lar provisório.
Na tarde desta sexta-feira, Maria e Juliana, que sofrem uma ordem de despejo, conseguiram com a ajuda do presidente da ONG, Francisco Beltrame, dos vereadores Deka May (PP), Haroldo de Oliveira Silva (PSDB) e Dionísio Bressan Lemos (PP), que os animais permaneçam por um prazo de 20 dias, no viveiro de mudas no bairro Monte Castelo.
Sexta-feira, um caminhão da prefeitura levou os animais para o abrigo improvisado, até que as cuidadoras construam um abrigo em um terreno doado a elas, no bairro KM 60. “Agradecemos ao empenho de todos. Foi sofrido, mas valeu a pena”, afirmou Beltrame, depois do resultado positivo da liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de Florianópolis, que permitiu a permanência das cuidadoras por mais 15 dias na casa onde moram. O trabalho foi realizado pela advogada da ONG, Suzete Ghisi Bristot.
Há mais de um mês, depois que foram informadas sobre a ação de despejo, Juliana e Maria procuram mobilizar a prefeitura, com o objetivo de conseguir auxílio para a construção de um abrigo para os cães. Na tarde de quinta-feira, com a situação dos animais já resolvida, as cuidadoras ganharam a madeira da casa em que viveram durante um ano e meio. O proprietário do terreno doou o material para que seja utilizado na construção de uma casa no KM 60.
Amigos e vizinhos irão ajudá-las nas obras no terreno concedido por tempo indeterminado, pelo vereador Edson Firmino (PDT), no KM 60.
Relembre o caso
• Em junho, as cuidadoras foram notificadas sobre a ordem de despejo.
• Na mesma época, o vereador Edson Firmino (PDT) emprestou o terreno no KM 60.
• As cuidadoras, juntamente com a ONG Movimenta-Cão, realizaram uma campanha para arrecadar materiais de construção para a obra no terreno.
• No início da desta semana, o despejo seria executado, porém, foi prorrogado por três dias.
• Na última quinta-feira, as cuidadoras passaram momentos difíceis, sem saber para onde ir, pois o despejo deve ser executado.
• Depois de um dia de mobilização da sociedade, a prefeitura concedeu um abrigo provisório. E a advogada da ONG conseguiu a liminar que permite a permanência das cuidadoras por mais 15 dias na casa.
• Nesta sexta-feira, os animais foram transportados para o abrigo provisório.
• Daqui a 20 dias, cães e cuidadoras devem mudar-se para o novo local, a ser estruturado no KM 60.

