Imbituba
A detenção, semana passada, do líder do Movimento dos Sem Terra Altair Lavratti e outros dois membros do MST, em Imbituba, deu o que falar. As polícias Civil, Militar e Federal de Santa Catarina trocaram acusações sobre as prisões. Antes de se formar um conflito entre as autoridades, o governador Luiz Henrique da Silveira convocou uma reunião, quinta-feira, entre os comandantes das polícias.
Os ‘ânimos’ foram acalmados por Luiz Henrique. E, para selar um melhor entendimento entre as autoridades, o prefeito Beto Martins, de Imbituba, e toda cúpula estadual da Polícia Militar e Civil também se reuniram, nesta sexta-feira. Eles planejaram uma ação integrada entre as polícias e os poderes executivo e legislativo quanto à repetida ameaça de invasão do MST em terrenos públicos da cidade.
O prefeito expôs todo o cenário acerca dos terrenos que são alvos dos sem-terra – área da Zona de Processamento e Exportações (ZPE) e Banco Regional de Desenvolvimento (BRDE). Beto ressalta que não se tratam de locais para realização de atividade agrícola. “Estas terras do estado não estão à deriva e existe, sim, um processo solidificado para as mesmas”, afirma, e acrescenta: o objetivo não é reprimir o movimento, desde que esteja dentro da legalidade.
Visão dos comandantes
Para o subcomandante geral da PMSC, coronel Luiz da Silva Maciel, o momento é de integração das duas corporações, que estarão juntas para coibir qualquer ato que incite a violência. “O que fazemos é tomar medidas preventivas que promovam a segurança dos cidadãos”, enfatiza Maciel. O delegado geral da Polícia Civil do estado, Maurício José Eskudlark, coloca-se à disposição para dar apoio necessário. “As polícias irão trabalhar juntas para manter a ordem social”, garante Maurício.

