sábado, 17 outubro , 2026

CDL quer soluções

Angelica Brunatto
Tubarão

Há mais de uma década, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tubarão discute uma forma para a retirada do muro dos Correios no centro da Cidade. O paredão, localizado na avenida Marcolino Martins Cabral, tem causado transtorno a muita gente, principalmente a quem tem dificuldades de locomoção.

O professor João Monteiro passa pelo local diariamente. “É feio, e atrapalha a locomoção”, lamenta. O recuo da calçada é de 1,20 metro e há um ponto que impossibilita a passagem de duas pessoas ao mesmo tempo.

Conforme a administração dos Correios, o processo burocrático ainda está em andamento. O prazo para o início das obras era março deste ano. Agora, a promessa é que os trabalhos iniciem neste ano, mas sem uma data definida.

Para buscar uma solução, a diretoria da CDL esteve reunida. Segundo o presidente Felipe Antunes Nascimento, as primeiras ideias apontaram para o alargamento da calçada para a avenida, mas acabaria com o estacionamento de motos.
“Ainda estamos no começo das discussões. Nem entramos em contato com a prefeitura ainda”, revela Felipe.

Essa possibilidade surgiu porque a CDL não pode mexer dentro do terreno da estatal. E também há urgência para o início das obras. “Do muro, verte água proveniente de esgoto”, explica o presidente.

Outras ideias surgiram, como acionar o Ministério Público para pressionar pela solução. “Já tivemos inúmeras conversas, mas nenhuma teve resultado”, lembra Felipe.

Relembre o caso

Desde 2001, soluções têm sido procuradas para o problema gerado pelo muro dos Correios. Após algumas reuniões, um projeto foi elaborado pelo setor de engenharia da empresa, em Florianópolis, em agosto de 2009. Naquela época, uma reforma foi feita para solucionar o problema da vazão de água.

A expectativa era que o paredão fosse removido em março de 2010. A data foi postergada para o ano seguinte e depois para este ano. A obra está orçada em R$ 500 mil.

Com o projeto executado, a calçada seria refeita e mudaria o visual da avenida. O prédio dos Correios também seria privilegiado. Conforme o projeto, uma escada daria acesso pela avenida Marcolino Martins Cabral. É estudada também a implantação, em um segundo momento, de uma plataforma elevatória para atender usuários com dificuldades de locomoção.

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