Bertoldo Werber
São Ludgero
Pouco tempo se passou desde a assinatura da ordem de serviço à construção do Centro de Múltiplo Uso de São Ludgero e a obra já está suspensa. A ordem de paralisação partiu do próprio prefeito Ademir Gesing (PMDB), o Gogo, e somente deverá ser retomada após a avaliação de um pedido de aditivo feito pela USS Construções, responsável pelo empreendimento.
Conforme as justificativas da empresa, existe uma rocha que dificulta a perfuração e uma tubulação pluvial que atrapalha a colocação de estacas, cujo número é inferior ao necessário. Para contornar a situação, a USS pediu um incremento de aproximadamente R$ 378 mil no projeto. O Centro Múltiplo Uso foi licitado por R$ 2.465.250,00.
Apesar do Tribunal de Contas da União (TCU) permitir aditivos de até 25% no valor da obra, conforme o disposto no decreto 2745/98, Gogo explica que a paralisação foi solicitada por conta da alegação que o número de estacas é inferior ao necessário.
“A prefeitura tinha um projeto arquitetônico, elétrico e uma estimativa dos projetos estrutural e contra incêndios, elaborada pela Amurel. Divergimos sobre os valores apresentados pela empresa e precisamos reavaliar está situação antes de continuar”, considera o prefeito.
Para solucionar o impasse, a prefeitura contratará uma assessoria para analisar o pedido da USS e emitir um parecer. “Caso o julgamento seja positivo, aceitaremos o aditivo e a obra segue”, adianta Gogo.
Empresa alega questão de segurança
O engenheiro civil da USS, Rafael Fornazza, confirma que o número de estacas passou de 1,1 mil metros para 2,5 mil metros. “A prefeitura possui um desenho com a previsão de estacas necessárias e não a estrutura do projeto. Quando efetuamos o projeto o número de estacas não bateu”, explica o responsável pela obra.
Para Fornazza, a paralisação da obra é desnecessária. “Não há motivo para isso. Queremos apenas o necessário para solucionar a questão. Esta parte da obra precisa ser bem feita porque, no futuro, interfere na segurança dos usuários”, argumenta.
