segunda-feira, 20 abril , 2026

Chapecó: Família vive em chiqueiro e divide a propriedade com animais

Quando se fala em moradia, a primeira coisa que vem na mente são janelas, paredes, portas e telhado, mas para uma família de Chapecó isso está bem longe de ser a realidade.  Uma família composta por quatro pessoas – a quinta virá vindo ao mundo em poucas semanas – vive sob uma situação precária há mais de sete meses. 

 

A jovem Patrícia Miranda Rodrigues Portes, de 23 anos, gestante, mãe de dois filhos e casada, divide sua moradia com animais de uma propriedade, localizada no bairro Boa Vista.  A família, que vive nos fundos de um chiqueiro, procura se aquecer com a ajuda de um fogão a lenha, lençóis pendurados nas paredes e roupas doadas pela comunidade. 

 

O marido de Patrícia, também de 23 anos, é o único a trabalhar para sustentar a família. O trabalho do marido com reciclagem rende aproximadamente R$ 400 e Patrícia ainda conta com o auxílio do Bolsa Família, com mais R$ 163. Somando os dois salários, os quatro vivem em uma situação apertada com apenas um litro de óleo de cozinha e um pacote de arroz sobre a pequena mesa. “Nós estamos com isso e um pacote de açúcar ali dentro. A geladeira está praticamente vazia e até desliguei ela”, conta Patrícia.  

Uma sacola com carnes que receberam junto com algumas doações de cobertores, era a mistura para o próximo almoço da família. “Estou me virando do jeito que posso. Na assistência social eu ganho por mês, mas como somos em quatro pessoas, a comida não dura”, explica a mulher.  

Antes, a família morava no porão de uma residência que fica ao lado do chiqueiro onde vivem atualmente. No local, eles pagavam R$ 150 de aluguel, mas as dimensões da casa para a quantidade de pessoas na família, era pequena demais.  

 

“Era um lugar muito apertado, mal cabia uma cama. Para mim não adiantava, por causa dos meus filhos e porque estou grávida”, contou a jovem.  

Sem ter um lugar melhor para ficar, o dono da propriedade emprestou o espaço destinado aos animais, para que a família pudesse se acomodar até que construam a própria moradia em um terreno que ganharam, ao lado do chiqueiro.

Devido às baixas temperaturas dos últimos dias, Patrícia afirma que está sendo complicado se aquecer neste inverno. Em uma das noites mais frias do ano, a família se esquentou com doações. 

“Ontem (terça-feira) nós fomos buscar umas cobertas que uma mulher deu, mas nós estávamos passando até frio. Pedi ajuda para minha amiga à uma hora da madrugada, porque não tinha o que fazer”, disse. 

 

No oitavo mês de gestação e com dois meninos de três e nove anos, Patrícia diz que sente medo de perder os filhos para o Conselho Tutelar.  “Eles querem que eu saia daqui de todo o jeito, mas vou para aonde? Não tenho pra onde ir com as crianças”.  

Além disso, a jovem conta que no local, devido às condições, também há presença de roedores. “Tem bastante rato aqui. Antes de virmos morar aqui, já tinha bastante sujeira. Eu tenho medo de cobra, mas ainda não vi. Já encontrei uma aranha grande”, afirma. 

Diante da situação, uma equipe de fiscalização foi até o local para conversar com Patrícia. Ela conta que os profissionais a orientaram procurar outro espaço para morar, pois não há condições de ela dar luz ao bebê e retornar para o local.   

“Eu pedi para eles esperarem mais um mês, foi quando eu procurei ajuda com minha amiga”, contou. Através das redes sociais, Beatriz, que é amiga de Patrícia, pediu auxílio da comunidade e a situação tornou-se pública.  

Patrícia afirma que tem poucas roupas para a bebê que nascerá. “Minha sogra deu uma sacola com roupas e uma mulher me deu outras, só que são de meninos, mas vou usar mesmo assim”. 

“Me sinto muito mal. Se fosse só eu e ele (marido de Patrícia), mas com as crianças junto, passando por essa situação que a gente passa, é difícil”, lamenta. 

Atualmente, a família precisa de roupas para os filhos, comida e materiais para construção para nova casa. Os telefones deixados para contato com a família são: (49) 9 9810-5669 ou (49) 9 8836-6104. 

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