
Priscila Loch
Tubarão
Os tubaronenses acordaram ontem, por volta das 7h30min, com um barulho de chuva mais forte que o normal. Foram poucos minutos de duração, menos de cinco, mas o suficiente para assustar muita gente. Felizmente, o granizo não causou prejuízos.
A Defesa Civil e os bombeiros não registraram ocorrências. As pedras de gelo eram de pequena dimensão e derreteram em poucos minutos. “Acordei quando ouvi as pedras baterem no telhado. Espiei pela janela e vi o gramado de casa cheio de pedrinhas. Fui até a rua para olhar de perto, mas já tinha sumido. Foi muito rápido”, conta a estudante Maria Eduarda dos Santos.
Em 2007, nesta mesma época do ano, o fenômeno atingiu alguns municípios da região, também por poucos minutos, porém deixou estragos. Em São Martinho, por exemplo, cidade mais afetada, famílias ficaram desabrigadas e foi decretado estado de emergência. “Ainda bem que desta vez as pedras eram pequenas e não ocorreu nada grave. Nestes casos, o ideal é evitar sair de casa. Mas, se não for possível, não transitar em via pública e nem ficar próximo de árvores”, orienta o engenheiro da Defesa Civil, Mário Ingrácio.
O granizo é ocasionado pelo ar úmido de dentro das nuvens, que é resultado da evaporação de águas da superfície. O ar movimenta-se continuamente de cima para baixo e cria gotículas de água em baixa temperatura. À medida que a nuvem sobe na atmosfera, a temperatura diminui cerca de 0,6°C a cada 100 metros.